“O meu objectivo é ganhar a Câmara”

Em Belmonte, são três os candidatos à Câmara. Pela CDU, avança Carlos Afonso, líder associativo que já foi vereador na autarquia, mas que aposta numa vitória
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Já não é nem a segunda ou terceira vez que avança a uma candidatura á Câmara. Porquê?

Eu estive arredado da política nos últimos oito anos. Mas achei que, com o quadro político existente neste momento, não podia deixar de voltar. Porque me preocupam mais quatro anos com o mesmo tipo de gestão e rigor da coisa pública. Várias pessoas me disseram que tinha que avançar, que não podia ficar de fora. E também avanço porque gosto da minha terra e acho que podemos fazer melhor.

O que o preocupa nessa gestão?

Preocupa-me essencialmente a dívida e a falta de cuidado da coisa pública. Dos pequenos pormenores do dia-a-dia, desde a limpeza ao arrumo, há muita coisa demasiado relaxada. A minha campanha será alicerçada no rigor na gestão dos dinheiros públicos. Porque são de nós todos.

Não tem havido esse rigor?

Não. É notório. Quem está por perto sabe disso. E depois a admissão de pessoal sem contrapartidas para a terra, a falta de gestão de recursos humanos. É a realidade. Com o quadro de pessoal que hoje a Câmara tem, podemos fazer muito melhor. Se houver uma directriz, se houver objectivos concretos de trabalho. Ter pessoal na Câmara e, depois, por tudo e por nada, fazer adjudicações porque nada é feito, é má gestão. Vou para esta batalha, não contra alguém, mas sim pela minha terra, com o objectivo de contribuir. E acho que tudo é possível. Desde ser vereador ou até presidente. Estou preparado para tudo. E no dia 27, independentemente dos resultados, saio de casa e vou para o meu trabalho, como todos os dias. Sei o que quero para o concelho e acho que sou capaz. Não podemos ter mais quatro anos com a mesma gestão.

“Gestão sem rigor”

Têm sido anos de gestão despesista?

Não diria despesista, mas acima de tudo sem rigor. Nem tudo foi mal feito. A oferta cultural que temos tido, por exemplo, tem sido brutal, mas provavelmente não da melhor forma. Para quê dar essa oferta se o público não adere? Já vi coisas muito boas cá, mas sem público. É um problema de que o município não será culpado, mas poderá também ter a ver com má divulgação.

(Entrevista completa na edição papel desta semana)

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