O monte onde todos os “farruscos” são cuidados e vivem felizes

No concelho de Belmonte, uma munícipe criou um espaço que acolhe entre 25 a 30 gatos errantes. No “Monte da Farrusca” são alimentados e cuidados, mas existe a necessidade de se apostar num programa de esterilização
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Sandra Bordalo reside no concelho de Belmonte, na freguesia de Caria, e sempre foi uma apaixonada por animais. Numa quinta que tem, e onde reside, em Monte do Bispo, aos poucos, foi acolhendo gatos vadios e hoje tem por lá entre 25 a 30 gatos errantes, dos quais cuida e alimenta. Uma tarefa nobre, que iniciou em 2016, mas dispendiosa, para a qual recentemente alertou a Câmara de Belmonte: a multiplicação de colónias de gatos face à não esterilização dos mesmos.

É no “Monte da Farrusca” que Sandra cuida dos animais. “Eu apenas quero dar o meu exemplo para mostrar que há muito a fazer neste campo” explica. “Em Belmonte há muito tempo que nada se faz neste sentido. Falei com o senhor vice-presidente da Câmara, Paulo Borralhinho, que tem estado a tomar conta do assunto, e penso que já terá sido aprovada uma verba de cinco mil euros para esterilizar gatos de rua. Já é um princípio e uma grande vitória” afirma.

De facto, no passado mês de Novembro, o assunto foi debatido no seio do executivo belmontense, durante uma reunião pública. André Reis, vereador do PSD, deu conta de uma carta dirigida por uma munícipe à autarquia relativamente a uma colónia de gatos errantes e quis saber se já se estava a fazer algo nesse sentido.

António Dias Rocha, presidente da Câmara, reconheceu que “existe um problema gravíssimo por resolver” no concelho, disse que através do Clube Caça e Pesca, que tem uma boa estrutura e área, talvez houvesse espaço para se criar um lar para esse efeito, e lembrou que já existiram protocolos com câmaras vizinhas (Covilhã e Guarda) para recolha e transporte dos animais para os canis, que deixou de ser feita. Além disso, recordou que no seio da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) existe uma candidatura para criar três estruturas: um canil, gatil e hospital veterinário. Um projecto que ainda não avançou, mas que “seria uma boa solução”.

Já o vice-presidente, Paulo Borralhinho, admitiu estar a acompanhar a situação e que, para se minimizar a situação, foram pedidos orçamentos aos veterinários da região para ver se, “pelo menos”, se consegue fazer a esterilização das gatas de modo a evitar o aumento das colónias.

(Notícia completa na edição papel desta semana)

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