Oito meios aéreos e 1500 bombeiros ainda combatem fogo na Serra

Perímetro do fogo já atingiu cerca de 25 quilómetros
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Oito meios aéreos, entre eles um avião Canadair, estavam pelas 08:50 a apoiar mais de 1.500 bombeiros no combate ao incêndio que lavra na Serra da Estrela desde sábado, segundo a protecção civil.

Ontem, o fogo que deflagrou no sábado na zona de Garrocho (Vila do Carvalho, Covilhã) e que se estendeu a Manteigas, passou para os concelhos da Guarda e Gouveia (distrito da Guarda) e a situação mantém-se complicada e difícil. De acordo com o comandante Operacional Regional de Lisboa e Vale do Tejo, em declarações feitas ontem ao final da tarde, naquela altura não parecia haver “nenhum aglomerado populacional em risco” e o objectivo dos operacionais no terreno “é tirar força à cabeça do incêndio”.

O responsável falava durante uma conferência de imprensa, realizada na Junta de Freguesia de Valhelhas. “A situação do incêndio mantém-se complicada e difícil. Neste momento, o incêndio desenvolve-se em quatro municípios, sendo que a Covilhã é o mais sossegado. Está em consolidação e rescaldo. Manteigas, Guarda e Gouveia são os que preocupam mais neste momento”, sublinhou Elísio Oliveira, referindo que existe uma extensa frente em direção a Folgosinho e que esta obriga ao reposicionamento dos meios para mais uma noite “de intenso trabalho”. Durante o período da tarde, o incêndio obrigou à “evacuação de um parque campismo no concelho Manteigas”, numa atitude que o comandante operacional de Lisboa e Vale do Tejo, considera de proactividade do município, “garantindo a segurança das pessoas”.

Na conferência de imprensa, o comandante disse que estiveram no combate os meios aéreos disponíveis. “Gostaríamos de ter muito mais. Os Canadair estiveram inoperacionais durante todo o dia”, salientou.

Questionado sobre esta ausência, Elísio Oliveira explicou aos jornalistas que essa ausência se ficou a dever a “problemas técnicos”, que não permitiram a sua presença no teatro de operações.Este responsável está preocupado com a frente em direcção a Folgosinho (concelho de Gouveia): “É a mais preocupante, mas a rotação do vento pode fazê-lo entrar novamente no concelho da Covilhã”. Durante todo a noite, o trabalho foi desenvolvido desde Manteigas e Vale da Amoreira em direcção a Folgosinho.  Para já, o perímetro do fogo atingiu cerca de 25 quilómetros.

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