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Oposição acusa maioria de show-off político

Em causa negociação com Águas da Serra, que pode levar à redução da fatura de água

A oposição acusou a maioria socialista, no final da reunião privada da Câmara da Covilhã de sexta-feira, 12, de não ter conhecimento de nenhum tipo de negociação com a Águas da Serra, apenas o que é público, e de estar a fazer “show-off político” com o anúncio de que existe um princípio de acordo para reduzir o valor da fatura da água.

O presidente do município salientou que “este é um assunto maior”, que exige ser tratado com cautelas, para evitar que os cidadãos sejam penalizados, e informou que vai ser marcada uma reunião extraordinária sobre o assunto, para que os consultores da autarquia exponham a todos os eleitos o dossier e deem conta de um parecer jurídico escrito.

Sobre o anúncio feito em dezembro por Vítor Pereira na Assembleia Municipal, de existir um princípio de acordo com o parceiro privado que vai permitir reduzir para metade a taxa de saneamento, Pedro Farromba lamentou que os vereadores da oposição não tenham sido informados e considerou que o presidente tentou “ganhar espaço mediático” e fazer “aproveitamento político” com o assunto, acrescentando que o autarca “revela total incompetência” na resolução do problema ao longo dos últimos dez anos.

Vítor Pereira acrescentou que na reunião extraordinária os consultores estarão à disposição para darem todas as explicações ao pormenor, tirarem todas as dúvidas e garantiu que “não é uma questão de show-off” e que esse assunto não está encerrado, pelo que não pode anunciar a título definitivo um acordo que não está fechado.

Face às críticas da oposição, de estar “a protelar para o final do mandato” o dossier, Vítor Pereira rejeitou as críticas, afirmando que não vai a eleições.

“Eu não estou em eleições, não vou a eleições, é o meu último mandato. Não sei de que eleições é que estão a falar. Se fosse em cima das eleições autárquicas, poderiam dizer que eu podia estar a querer favorecer o candidato que o PS vier a apresentar a essas mesmas eleições, mas não é o caso. Estamos a resolvê-lo agora, sensivelmente a meio do mandato”, respondeu o presidente.

 

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