Oposição questiona contratação de Jorge Gomes

Ex-vereador, agora a assessorar o presidente, vai auferir um salário de “mais de três mil euros” e a coligação CDS/PSD/IL considera o contrato “peculiar, imaginativo e habilmente elaborado”.
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Os vereadores eleitos pela coligação CDS/PSD/IL na Câmara da Covilhã questionaram a maioria socialista, na reunião pública da autarquia de sexta-feira, 15, sobre a recente contratação de Jorge Gomes para o gabinete do presidente, apelidando o contrato de “peculiar, imaginativo e habilmente elaborado”.

O contrato foi feito ao abrigo da cedência de interesse público entre Jorge Gomes, a sua empresa e o município, prevendo um salário superior a três mil euros mensais, de acordo o que “supostamente recebeu na sua empresa”, o que levou Pedro Farromba a ironizar, reconhecendo o “altruísmo” do agora assessor ao “pôr em causa o futuro promissor da sua empresa”, uma vez que era o “único funcionário”.

“Não estamos a contratar nenhum trabalhador para o município, para integrar os quadros do município, estamos a falar de um assistente do presidente da câmara no âmbito do seu gabinete, esse contrato tem a duração do mandato e não visa substituir nada nem ninguém em termos de legitimidade eleitoral”, retorquiu o presidente, Vítor Pereira, que enalteceu a experiência empresarial e nas funções de vereador de Jorge Gomes.

A intervenção de Vítor Pereira foi uma resposta às declarações de Pedro Farromba, que considerou a situação “caricata” e acrescentou que a contratação vem contrariar o que os covilhanenses rejeitaram nas urnas, uma vez que Jorge Gomes, vereador no anterior mandato, não foi eleito nas últimas eleições autárquicas.

“Poder-se-ia dizer que vem apenas colmatar aquilo que os covilhanense rejeitaram nas urnas, que seria apenas mais um, dos já muitos membros do Partido Socialista a ingressar nos quadros do município ou das empresas municipais, mas não”, reforçou o vereador da oposição.

Pedro Farromba concluiu que a contratação de Jorge Gomes para o gabinete do presidente “vem colmatar as falhas que reconhece à sua equipa de vereação”.

Vítor Pereira enfatizou que Jorge Gomes tem a legitimidade de executar tarefas específicas indicadas pelo presidente e pormenorizou que os vereadores estão envolvidos em muitas candidaturas, que nem sempre lhes deixam tempo para acompanhar assuntos, dando o exemplo de “obras no terreno” ou tratar das compras.

“Há pessoas que, pela sua experiência empresarial, técnica, profissional, intelectual, têm especiais vocações para tratar de assuntos que temos de tratar em várias frentes”, rematou Vítor Pereira.

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