Pastel de molho da Covilhã vai ter certificado de qualidade

Objectivo é valorizar, preservar e evitar adulteração do produto e torná-lo uma marca no futuro
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Luís Fernando Assunção

O famoso pastel de molho da Covilhã, em breve, terá certificado e, depois, poderá virar uma marca. O Certificado de Qualidade Gastronómica do Pastel do Molho da Covilhã vai regular a sua confecção e até mesmo como deverá ser servido nos restaurantes.  “O objectivo é valorizar e preservar um produto endógeno, para não se perder e para evitar adulterações”, explica a vereadora da cultura na Câmara Municipal, Regina Gouveia.

Com o certificado, o pastel de molho vai deixar de ser apenas uma tradição gastronómica. “Para além de promover o pastel como produto, iremos ajudar os nossos restaurantes a conhecê-lo melhor”, acrescenta o presidente da Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP), Henrique Gigante. Segundo ele, os empresários do sector já estão a ser incentivados a fazer a inscrição para iniciar o processo de certificação.

Haverá dois tipos de certificados. Um para os restaurantes, que devem seguir regras para servir, como tipo de prato e ingredientes do molho, e outro para o produtor do pastel. Até 30 dias depois da inscrição, os candidatos serão seleccionados e ganham o selo, que será válido por 6 meses. “Nesse período, tanto restaurantes quanto produtores terão avaliação-mistério”, diz Paulo Carvalho, presidente da Confraria do Pastinaca (Cherovia) e do Pastel de Molho da Covilhã. “Vamos aproveitar esse processo para, mais adiante, criarmos a marca do pastel de molho”, garante.

Mais informação na próxima edição impressa do NC

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