O Pavilhão Multiusos de Belmonte, instalado na antiga fábrica de confeções Montebela, vai ser requalificado. O executivo da Câmara aprovou na passada quinta-feira, 20, o projeto e a abertura de concurso público para uma obra que prevê ações de descarbonização no edifício e melhorias, sobretudo ao nível energético.
“É um espaço que está muito feio. Queremos modernizá-lo. E faz-nos falta para um conjunto de realizações que é preciso fazer quando chove. É um espaço magnífico. Tínhamos que recuperá-lo” explica o presidente da Câmara, António Dias Rocha. Uma empreitada que custará cerca de um milhão e 400 mil euros.
“Hoje em dia o dinheiro vale pouco. Gostava de ainda o poder concluir no meu mandato, pois são obras relativamente simples” garante o autarca belmontense.
Será sobretudo ao nível da cobertura que a intervenção será realizada, mas a ideia é também intervir em redes de água e eletricidade, e tornar o espaço mais funcional e acolhedor, uma vez que alguns eventos de maior envergadura (como bailes de finalistas) são ali realizados. “O mais difícil é a cobertura. Vamos transformar também em termos ambientais. Aquilo não tinha ar condicionado, tem um telhado muito antigo e degradado, e queremos ali fazer uma pequena sala. Hoje temos dois auditórios em Belmonte, à nossa dimensão, mas gostávamos de ter mais uma sala complementar. Vamos ter um espaço até para podermos ter um congresso, se assim entendermos” afiança o autarca.
O Pavilhão Multiusos de Belmonte foi criado há cerca de duas décadas nas instalações da antiga fábrica de confeções Montebela, cujo a falência foi decretada em março de 2002, deixando no desemprego cerca de 220 pessoas. O imóvel, que pertencia a um dos filhos do proprietário, acabou depois por ser adquirido pela Câmara, no mandato de Amândio Melo, e tornou-se no Multiusos da vila.