“Foi um sucesso”. É assim que Rui Pires, responsável pela programação do Festival de Artes de Rua “Porta do Sol”, que decorreu entre quinta-feira e sábado, no Centro Histórico da Covilhã, resume os três dias de atividades realizadas, em que a ASTA quis “reafirmar o potencial diferenciador da promoção de atividades enraizadas no património cultural, natural, arquitetónico e humano local.”
Segundo a organização, o público respondeu, mais uma vez, em massa à programação proposta para esta 7.ª edição do Festival. Os espetáculos de novo circo voltaram a lotar o Pelourinho, nas três noites do festival. O mesmo sucedeu com as performances que animaram a zona das Portas do Sol. A ASTA confirma a adesão encorajadora do público: “Servimos cultura indissociável da comunidade e do espaço em que é apresentada. Servimos genuinidade, escalamos o orgulho local e potenciamos a vontade de permanecer, de descobrir mais e de fazer mais pelo Centro histórico da Covilhã”.
Rui Pires recorda que nesta edição foram incluídas 45 atividades (dança vertical, circo contemporâneo, concertos, dança, instalações artísticas, workshops, exposições, visitas guiadas, ofertas de livros….), e que não foram só os espetáculos que conquistaram o público: “A Feira de Artes, no Miradouro das Portas do Sol, foi um sucesso, de acordo com os artesãos participantes e o feedback dos restaurantes e bares que serviram petiscos e bebidas no Largo Dr. Valério de Morais também foi muito positivo”, garante.
Com uma programação ambiciosa e inteiramente gratuita, o festival voltará em 2027, mas em moldes diferentes, se não houver um reconhecimento claro, traduzido num apoio financeiro justo, ao festival, por parte do município da Covilhã, refere Rui Pires. “Felizmente podemos já assegurar que o Portas do Sol volta para a 8ª edição em 2027, nos dias 1, 2 e 3 de julho, pois temos uma parte do financiamento assegurada pela Direção Geral das Artes. Contudo, os moldes do festival do próximo ano ainda estão em aberto”, frisa. A organização recorda que em sete edições, a autarquia apenas nas últimas duas apoiou com 25 mil euros, uma verba que considera “manifestamente reduzida” face à realidade e orçamento do Festival, que anda nos 90 mil euros.