Porto B piora situação aflitiva do Covilhã

Covilhã esteve empatado ao intervalo, mas perdeu por 3-1 com o Porto B, num jogo em que a entrada do veterano Silvestre Varela teve peso na vitória azul e branca
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“Ainda nos falta alguma matreirice para competir com equipas com boa qualidade técnica e tática. Hoje, mais uma vez, mostrámos alguma ingenuidade, em especial no segundo golo”. Foi assim que o técnico do Sporting da Covilhã, Leonel Pontes, analisou na segunda-feira, 7, mais uma derrota (a nona da época) do clube covilhanense, na 21ª jornada da II Liga, desta feita, no terreno do Porto B. A equipa não esteve mal, mas foi penalizada por uma péssima entrada na segunda parte, que resultou no segundo golo dos portistas, que nos descontos selaram o triunfo em 3-1.

“O Porto acaba por merecer a vitória. Temos que fazer mais na segunda parte” frisa Leonel Pontes, que diz estar a ser difícil somar um conjunto de resultados positivos que tirem o clube da zona em que está, na classificação: em zona de play-off de manutenção. Os serranos já foram passados pelo Farense e apenas têm atrás de si o Varzim e Académica, em lugares de despromoção.

No Estádio Luís Filipe Menezes, em Gaia, o Covilhã até entrou melhor, a jogar no meio-campo adversário, e Gilberto, num remate fora da área, testou a atenção do guardião Ricardo Silva. Mas a meio da etapa inaugural, os dragões sacudiram a pressão, passaram a dominar e aos 29 minutos, marcaram. Um lance que nasce de um canto, com a bola a sobrar, dentro da área, para um atleta nortenho que, Rui Gomes, de forma algo ingénua, derrubou. Na transformação do penálti, Dani Loader não deu hipótese a Bruno Bolas (Léo Navacchio foi baixa na equipa serrana).

Mas o Covilhã reagiu bem. Aos 33 minutos, reclamou uma grande penalidade por mão de um defensor contrário, que o árbitro não atendeu, mas seis minutos depois, foi mesmo penálti, quando João Mendes agarrou Tembeng, na área, após excelente passe que o descobriu sozinho na área. Na transformação, Diogo Almeida atirou forte, sem hipóteses de defesa para Ricardo Silva.

Ao intervalo, com a igualdade a uma bola, António Folha apostou na entrada do experiente Silvestre Varela. E a aposta no antigo internacional A de Portugal surtiu logo efeito. Aos 53 minutos, após cruzamento da esquerda, na área, Varela recebeu sozinho e tranquilamente fuzilou Bruno Bolas, sem oposição, para o segundo golo portista. Os serranos não baixaram os braços e, apesar de a partir daí a qualidade exibicional ter caído, ainda criaram alguns lances para empatar. Aos 61 minutos, o guardião dos azuis e brancos, na sequência de um canto, defendeu com dificuldade um cabeceamento do central Helitão, que ia para a baliza, e logo depois, opôs-se com êxito a um remate rasteiro de Samu.

Mais tarde ainda se pediu golo para os portistas, num canto em que Bruno Bolas fez estrondosa defesa para o poste (ficou a dúvida se a bola entrou ou não na baliza covilhanense), e já nos minutos finais, a última oportunidade para os leões da Serra empatarem. Um livre de Jean Filipe, desvio de Kukula (fez a sua estreia, entrando na segunda parte) e André Almeida, ao segundo poste, a chegar tarde para desviar a bola para a baliza. E foi com um Covilhã todo no meio-campo contrário que, aos 94 minutos, o Porto sentenciou a partida. Canto a favor dos covilhanenses, recuperação dos dragões, chutão para o meio-campo serrano onde apenas estava Gilberto, que não teve velocidade para Dani Loader, que se isolou e, à saída de Bruno Bolas, atirou a contar.

Agora, o Covilhã está em lugar de play-off de manutenção, com 18 pontos, menos dois que o Farense, a primeira equipa em zona tranquila, que contudo, tem menos dois jogos disputados. No domingo, às 14 horas, o Covilhã recebe no Santos Pinto (jogo com transmissão na SporTV), o Benfica B, um dos líderes da prova, a par do Casa Pia.

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