“Praia fluvial só o foi há vinte e tal anos”

Presidente da Câmara de Belmonte afirma que local não foi limpo para evitar que as pessoas usufruam de um espaço em que a qualidade da água não é controlada
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À entrada, a placa colocada pela Câmara de Belmonte deixa o aviso, num fundo vermelho: “Atenção”. Está a chegar a uma área não vigiada, mas de livre acesso. Se tiver a coragem de enfrentar o muito mato e pasto que por lá existe. O local que os populares chamam de praia fluvial, em Belmonte, está em mau estado. Há ervas por cortar. Estruturas destruídas. E, a bem da verdade, é difícil classificar o sítio como um possível local de lazer.

Se em outros anos a limpeza de mato ainda foi feita, este ano tal não aconteceu. E suscitou críticas da população que, face ao fecho das piscinas de Belmonte e Caria, este Verão, devido à pandemia covid-19, via naquele local uma alternativa para ir a banhos, já que, não sendo ali, as praias fluviais mais próximas acabam por ser Valhelhas e Sameiro, embora haja quem viaje até ao concelho vizinho do Sabugal, até à Meimoa.

António Dias Rocha, presidente da Câmara, já justificou à Rádio Caria a opção por não ter feito a limpeza do espaço: evitar a tentação das pessoas em se banharem numa água que não é controlada. “Sabemos lá em que condições o espaço está em termos de água” pergunta. Por isso, “para dar garantias de saúde pública às pessoas é que não procedemos à limpeza do espaço e ainda não foram feitas as tais análises que eram necessárias para ter um processo de praia fluvial” assegura. O autarca diz mesmo que aquela estrutura só foi praia fluvial “há vinte e tal anos, quando eu era presidente, teve bandeira azul. Quando eu deixei de ser presidente, nunca mais funcionou como praia fluvial, porque a Câmara deixou de pedir análises, deixou de fazer o arranjo da praia, e então era um local de merendas”.

(Notícia completa na edição papel)

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