Preço do imobiliário cresce em Castelo Branco

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Sofia Alvares

A evolução do mercado imobiliário nacional não segue a velocidades idênticas. Tal como em muitas outras áreas da economia nacional, o investimento encontra enormes entraves entre os distritos do Interior e os grandes centros urbanos.

Para os primeiros, as oportunidades disponíveis revelam patamares completamente díspares, com idênticas perspectivas por diante. Tal não é sugerir que num futuro não muito distante o foco possa mudar radicalmente e o êxodo urbano que molda o nosso país encontre finalmente uma solução eficaz.

Mercado de compra e venda sobe

De momento, os dados parecem sugerir que o interesse pelo Interior aumentou. O mais recente barómetro do imobiliário publicado pela Imovirtual revela um aumento de 4,4% nos preços médios de venda em Castelo Branco ao longo do último ano.

Se em Março de 2020 este era de 119.360 euros, fixa-se um ano volvido nos 124.633 euros. Já em comparação com o mês de Fevereiro deste ano, o aumento foi meramente marginal na ordem dos 0,1%.

Castelo Branco continua a ser um dos distritos mais económicos para a compra e venda de habitação em Portugal. Com uma média nacional fixada nos 353.731 euros em Março e que já reflecte uma subida de 1,3% em relação ao mês anterior, é neste sentido que nos referíamos a velocidades distintas.

Arrendamento acompanha parcialmente

No mercado de arrendamento, os valores são também bastante modestos quando comparados com a média nacional, cifrada nos 994 euros em Março deste ano. Castelo Branco, com uma média de 416 euros no arrendamento assistiu a um crescimento na ordem dos 4,8% (€397) no último ano e um decréscimo de -0,6% comparativo com o mês anterior.

Valores desta ordem sugerem uma proximidade bastante grande entre mercado de compra e venda, e mercado de arrendamento, os quais beneficiariam de qualquer tipo de estímulo em prol da sua promoção. De momento, observa-se uma estagnação.

As promessas de um futuro interessante

Uma nova forma de trabalhar poderá ser a resposta para a relativa estagnação de Castelo Branco. O teletrabalho, acerca do qual tantos parágrafos se escreveu, pode perfeitamente ser uma solução para vários problemas. Cientes dos seus desafios, mas sem querer esquecer as suas vantagens, poderá ter um papel preponderante no estímulo a zonas do País que foram abandonadas pelas últimas duas ou três gerações.

Se oportunidade única existe para aqueles que emigraram para o estrangeiro ou se deslocaram para os grandes centros urbanos nacionais, poderá ser esta. Poder usufruir de um nível de qualidade de vida difícil de encontrar, aliado a preços de habitação extremamente baixos são apenas as bases (importantes) desta mudança.

 

A verdadeira mudança e apelo pode e deve partir dos distritos do Interior. Ao criarem as condições para famílias, hubs tecnológicos e demais empresas do digital se fixarem por estas paragens, poderão recriar as suas cidades e aldeias sob outro panorama.

Na verdade, o foco pode ser meramente colocado nas famílias, caso as suas empresas já estejam a efectuar a transição para o trabalho remoto.

Com a demanda por casas para comprar a observar um crescimento atual de 96,8%, nunca existiu um momento mais apropriado para os distritos do Interior se promoverem perante o País ou até mesmo além-fronteiras.

Perante uma geração de profissionais que em muito valoriza a vida familiar, o ambiente e a natureza, a grande resposta aos problemas sistémicos de desertificação poderá estar à mão de semear.

Basta querer dar o passo na direcção certa.

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