O presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, garante estar atento às dificuldades financeiras que algumas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho estão a enfrentar, face a obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O vereador do PSD, Jorge Simões, lembrou na reunião privada do executivo da passada sexta-feira, 6, que há instituições que estão a enfrentar uma forte pressão financeira para cumprir os prazos que estão definidos pelo PRR. Em causa estão obras em cinco instituições do concelho: a Cerzir Afetos, na Boidobra, bem como equipamentos em Vila do Carvalho, Verdelhos, Vales do Rio e Peso. “A execução financeira destes investimentos tem de estar concluída até 31 de março. Portanto, todas estas IPSS têm de ter a execução financeira concluída até ao final deste mês”, referiu Jorge Simões, que questionou se era possível haver um reforço financeiro a estas IPSS.
Hélio Fazendeiro garantiu no final da reunião aos jornalistas que o município já deliberou apoios financeiros a estas entidades, apesar de considerar que essa responsabilidade deveria caber ao Estado. “A Câmara já deliberou a atribuição de apoios a estas instituições, pese embora, naquilo que são as suas atribuições e competências legais, as autarquias não tenham esta responsabilidade”, afirmou, recordando que para Vales do Rio, Verdelhos e Peso, foram dados 100 mil euros a cada instituição, e no caso da Cerzir Afetos, na Boidobra, 300 mil. No entanto, o autarca disse que algumas instituições já lhe manifestaram a preocupação com a insuficiência das verbas. “O que nos chegou é que estas verbas são insuficientes face ao volume de despesa e ao agravar dos custos das obras”, disse o autarca, garantindo que a Câmara “está atenta”.
Fazendeiro, no entanto, apelou ainda ao vereador social-democrata para interceder junto do Governo. “Pedi que utilize a sua influência junto do Governo da República e do partido que representa para que o Estado olhe para estas instituições e assuma aquilo que é uma competência sua”, apontou.
