Sistema Hugo RAS: uma plataforma modular de cirurgia robótica dotada de braços articulados e tecnologia de visualização tridimensional de alta definição, que assegura elevada precisão técnica e capacidade de registo digital dos procedimentos. Foi esta a técnica inovadora utilizada recentemente no hospital da Covilhã, em que, nas primeiras cirurgias robóticas da unidade hospitalar, foram intervencionados um tumor do cólon e uma litíase vesicular.
Em comunicado, a ULS Cova da Beira classifica como um “marco histórico” não apenas para a instituição, como para “todo o Interior raiano”, a realização, “com sucesso”, das primeiras cirurgias robóticas. “Ambas decorreram com êxito e foram conduzidas por uma equipa multidisciplinar que integrou profissionais dos serviços de Cirurgia Geral, Anestesiologia e Bloco Operatório, refletindo o elevado nível de diferenciação técnica, científica e organizativa da ULS Cova da Beira” refere a instituição.

Aplicável às áreas da Cirurgia Geral, Ginecologia e Urologia, este sistema “possibilita a realização de intervenções minimamente invasivas com maior rigor, melhor perceção anatómica e acrescida ergonomia para o cirurgião, traduzindo-se em benefícios clínicos significativos”, salienta a ULS. Que acrescenta que a adoção desta tecnologia constitui “uma resposta estruturada à crescente complexidade dos cuidados cirúrgicos, num contexto marcado pelo envelhecimento demográfico, pelo aumento da incidência de patologia oncológica e pela exigência de abordagens cada vez menos invasivas.”
Segundo a unidade hospitalar, esta plataforma caracteriza-se pela sua flexibilidade operatória, integrando braços robóticos móveis e reposicionáveis, consola ergonómica com controlo intuitivo e visor 3D de alta definição, bem como sistemas avançados de imagem e documentação digital, “permitindo uma adaptação eficiente às diferentes tipologias de cirurgia.” A sua utilização promove intervenções “mais precisas e menos agressivas para os tecidos”, favorecendo a diminuição do tempo de internamento e da morbilidade associada e contribuindo para o tratamento e melhoria dos resultados clínicos em múltiplas patologias, nomeadamente no cancro do cólon e do reto, no cancro gástrico, na litíase vesicular, nas hérnias da parede abdominal, bem como em situações de endometriose profunda, miomectomias, nefrectomias parciais e prostatectomias, entre outras.

A ULS adianta que, paralelamente, foi também adquirido um sistema robótico para cirurgia ortopédica, cuja atividade terá início “muito em breve”, reforçando de forma expressiva “a diferenciação tecnológica da instituição.”
O investimento nestes robôs foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito de um plano global de modernização da ULS Cova da Beira, destinado a reforçar a capacidade tecnológica instalada, modernizar infraestruturas e afirmar a instituição “como referência médica e científica ao serviço da região e do País.” O investimento específico na área da cirurgia robótica ascendeu os 3,5 milhões de euros.
