“Processo do Sistema de Mobilidade “não é para continuar”

Pedro Farromba, rosto da coligação CDS/PSD/IL, entende que os transportes devem ser geridos a partir da autarquia, utilizando fundos comunitários, defende que a utilização dos elevadores deve ser gratuita e acusa a actual maioria de marasmo
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Porque é que afirma que é a única alternativa a uma “gestão municipal desastrosa”? O que o distingue dos demais candidatos?

Nós temos hoje uma equipa de pessoas que não dependem da política, que têm um currículo e uma actividade profissional que é reconhecida e que se disponibilizaram, face ao estado caótico do nosso concelho, para trabalharem para um concelho que seja realmente alternativa àquilo que existe neste momento. Temos apresentado ideias e projectos diferentes do que tem sido o marasmo em que temos vivido. A Covilhã tem duas alternativas: continuar com a saída das empresas, com a perda da liderança regional, com o afastamento entre a câmara e a universidade, com a perseguição a quem pensa diferente, com o número assustador de pessoas a abandonar o concelho, ou, se quiser mudar o estado das coisas, sabe que pode votar em nós, porque temos as ideias, a vontade, a equipa para o conseguir.

É por isso que diz que a Covilhã perdeu relevância nos últimos oito anos?

A Covilhã perdeu relevância quer pela sua inactividade, como também porque permitiu que outros municípios vizinhos tivessem muito mais actividade. Para conseguirmos ter aqui mais pessoas, mais empresas, para conseguirmos ter mais apoio social para apoiar mais as nossas instituições, temos de ter uma gestão de fora para dentro com uma visão do mundo e não com uma visão de fazer o menos possível.

Disse avançar para inverter “o maior declínio que a Covilhã sofreu”. Quais foram as principais falhas da maioria na autarquia?

Queremos inverter isso, apostar muito na criação de emprego, trazer mais pessoas de fora.  Nós perdemos milhares de pessoas. Perdemos empresas para concelhos vizinhos, deixámos de cativar empresas, os empresários que cá estão sentem-se desamparados. Na área social e cultural, o que tenho ouvido das associações com quem tenho reunido é que não existe nenhuma relação. O Teatro Municipal vai abrir e as instituições culturais da cidade não sabem, porque ninguém lhes disse nada, a agenda não foi concertada com eles. Na área social temos assistido a uma falta de atenção. Na saúde temos um projecto que vai permitir que as pessoas possam ter consultas na sede da junta de freguesia, para implementar no dia a seguir a tomarmos posse.

(Entrevista completa na edição papel desta semana)