Promotor promete reformular projeto da central solar Sophia

Uma reformulação do projeto que assentará no parecer da Comissão de Avaliação, no relatório de consulta pública e na escuta “ativa” do território. É isto que a Lightsource BP, promotora do projeto da central solar fotovoltaica Sophia, a ser implementado nos concelhos de Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, promete.

Em comunicado, a empresa assegura que o projeto será reformulado, que já está a dialogar com municípios, juntas de freguesia, comunidades locais e outras entidades públicas e privadas relevantes, “de forma voluntária e aberta”, com o objetivo de “integrar contributos sociais, técnicos e institucionais na melhoria e otimização do projeto”, anunciou a multinacional britânica.

Recorde-se que a Lightsource BP pretende construir uma central fotovoltaica na Beira Baixa, que abrange três concelhos do distrito, num investimento de cerca de 590 milhões de euros. O projeto e a respetiva avaliação encontram-se numa fase inicial de desenvolvimento, no entanto, a capacidade instalada na central fotovoltaica será de 867 MWp (Megawatt pico), sendo que a central tem uma produção anual prevista de 1.271 Gwh (gigawhatt-hora) o que lhe permitirá gerar “energia equivalente ao abastecimento de mais de 370 mil habitações”.

Lembre-se que as três autarquias em questão emitiram pareceres desfavoráveis à implementação do projeto, tal como a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Beira Baixa, no âmbito da consulta pública, pelos enormes impactos na comunidade e no território. E nos últimos meses as populações têm-se manifestado contra este projeto na região.

No próximo dia 30, a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional (PDPNTI) vai entregar na Assembleia da República uma petição pública contra as mega centrais solares na Beira Baixa, seguida de uma manifestação no dia 31.

 

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