PSZAER: “Defesa do território exige participação”

Os Cidadãos pela Beira Baixa (CPBB) recordam, em comunicado, que termina na próxima quarta-feira, 15, a consulta pública ao Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER), “um plano que terá impacto profundo e duradouro no território, na paisagem, na biodiversidade e na vida das comunidades vinculadas à região”.

O movimento já tomou posição publica sobre o PSAZER, defendendo uma transição energética justa, equilibrada e construída com os territórios, e não imposta sobre eles. “Reafirmamos que a aceleração das energias renováveis é indispensável, mas não pode ser feita à custa da saúde pública, da soberania alimentar, da economia rural, da paisagem e da coesão social”, salienta o movimento, que se congratula com a ampla mobilização de instituições públicas e da sociedade civil em todo o país. “Ao longo das últimas semanas, diversas câmaras municipais, assembleias municipais, associações de desenvolvimento local, organizações ambientais, entidades científicas, movimentos cívicos e milhares de cidadãos manifestaram publicamente a sua preocupação com o PSZAER.  Esta participação expressiva demonstra que o país reconhece a gravidade das opções propostas e exige um planeamento energético responsável, transparente e democrático, que respeite os territórios e valorize as comunidades”, afirma.

Em comunicado, o movimento lembra que o território não é um espaço vazio, “é um bem comum”, que a Beira Baixa possui paisagens únicas, património natural e cultural excecional, ecossistemas sensíveis, agricultura sustentável, turismo de natureza em crescimento e comunidades resilientes, e que tudo isto está em risco se o território for transformado “numa plataforma industrial de produção energética, com enormes manchas de painéis solares e linhas de muito alta tensão, ocupando solos agrícolas e florestais estratégicos, fragmentando habitats e afetando espécies protegidas.”

Por isso apela à participação na consulta pública. “Cada contributo conta. Cada voz importa. A defesa do território exige participação ativa”, frisa.

 

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