O novo presidente da Junta de Freguesia do Paul, Duarte Rodrigues, eleito pelo PSD nas últimas autárquicas, denunciou na última assembleia municipal a falta de condições quer do quartel dos bombeiros (a quarta secção dos bombeiros da Covilhã), quer do auditório municipal, espaços que fazem parte do mesmo edifício naquela freguesia.
“O edifício já motivou um pedido formal da Junta de Freguesia com o objetivo de devolver dignidade e segurança aos nossos bombeiros. Poucos teremos a noção, mas quase 40% dos bombeiros estão na quarta secção do Paul. O edifício já não tem capacidade, espaço suficiente e adequado para as viaturas, que nesta altura de mau tempo até foram deslocadas para a Covilhã para estarem mais abrigadas as intempéries” disse Duarte Rodrigues, sobre os bombeiros. Já sobre o auditório, recorda que a Junta teve que o encerrar em dezembro passado, “por razões de segurança pública”. Assim, desde essa altura que o Paul está privado de uma sala com “elevados índices de participação”, pelo que considera que obras são urgentes.
O autarca diz mesmo que se calhar será tempo de pensar na construção de um novo quartel e que a Junta tem terrenos que pode disponibilizar para o efeito.
Durante a assembleia, o presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, disse ter consciência das limitações existentes, mas ter também a expetativa de, no futuro, “ter algum financiamento que permita melhorar ou ampliar o espaço, que tem cumprido o seu papel.”

Na passada sexta-feira, 6, após a reunião privada do executivo covilhanense, o vereador do PSD, Jorge Simões, voltou a tocar no assunto, lembrando que o edifício é municipal e, por isso, “a Câmara tem a responsabilidade, como proprietária”. O autarca lembrou os já três meses de privação do auditório, por parte da população local, e que a cada dia que passa a degradação progride, “e os custos da obra vão aumentando”. “Não se tem zelado pelo espaço público” denuncia, lembrando que ali está um terço dos bombeiros do concelho. Jorge Simões diz que Hélio Fazendeiro admite a hipótese de se construir um novo edifício, mas “só com algum tipo de candidatura”, propondo que, enquanto o tempo mau for durando, se aluguem armazéns ou garagens privadas para albergar o parque de viaturas.
