Quatro criações e quatro festivais nos 25 anos da ASTA

Companhia apresenta plano de atividades para 2026. Em maio será lançado um livro com a história de um quarto de século

Um orçamento de 510 mil euros que contempla “os habituais” quatro festivais que costuma realizar, quatro novas criações e, entre outras, uma digressão aos Estados Unidos, país onde estará pela primeira vez. É disto que é feito o plano de atividades da ASTA- Teatro e Outras Artes, apresentado na passada sexta-feira, 9, pelos seus responsáveis que lembram que, ao longo do ano, outras iniciativas poderão ser acrescentadas, num 2026 que assinala também os 25 anos da fundação da companhia. Por isso, em maio, será apresentado um livro que conta toda a sua história.

No que diz respeito a novas peças, a primeira será “Agamémnon- A tragédia do Homo Consumens”, encenada por Marco Ferreira, baseada na obra “Agamemnon, Volvi del supermercado y le di una paliza a mi hijo”, do espanhol Rodrigo Garcia, que estreia em fevereiro, e é apresentada no Teatro Municipal da Covilhã (TMC) a 26 desse mês. Segue-se em março uma cocriação com o TeatrUBI intitulada “Desengano”, em abril “Superhumanidade”, cocriada entre a ASTA e Ballet Contemporâneo do Norte, e em setembro “Espuma do Tempo”, a partir da obra “Espuma do Tempo. Memórias do tempo de vésperas”, da Adriano Moreira.

Quanto a festivais, estão programadas quatro: o Ciclo de Teatro Universitário da Beira Interior (30ª edição), entre 11 e 14 de março, no TMC; o Ensinarte- Mostra de Teatro Escolar, na sua 14ª edição, entre 25 e 29 de maio (Agrupamento de Escolas do Teixoso); o Portas do Sol- Festival de Artes de Rua, na sua 7ªedição, entre 2 e 4 de julho (Centro Histórico da Covilhã) e o ContraDança- Festival de Dança e Movimento Contemporâneo, na sua 17ª edição, entre 24 de setembro e 24 de outubro (Teatro Cine de Gouveia e TMC).

A ASTA tem ainda previstas digressões nacionais e internacionais, entre elas uma primeira ida aos Estados Unidos. “Com este passarão a ser 21 os países em que marcamos presença, o que é digno de registo para uma companhia sediada no Interior, na Covilhã. Serão poucas a nível nacional as companhias com tantos países visitados” salienta Rui Pires, da ASTA.

Além disso, a ASTA continua a promover o projeto Green Ethics, que sensibiliza alunos para as alterações climáticas através do teatro, e aposta no projeto All Aboard, em parceria com a Câmara da Guarda, que visa a inclusão, nomeadamente de cidadãos estrangeiros na sociedade, através das artes. Esta componente social é realçada por Sérgio Novo, que diz que a mediação de novos públicos é outro dos alvos a atingir.

Num ano em que o Teatro Municipal da Covilhã será uma estrutura que muda de programador cultural (Rui Sena deixou o cargo no final de dezembro), os responsáveis da ASTA dizem não ser ainda período de avaliar se a opção é a mais correta, ou não. “É prematuro opinar, quando o novo responsável ainda não começou o seu trabalho” diz Sérgio Novo. Já Rui Pires diz que a ASTA “não tem opinião pública sobre isso”, mas que ele, pessoalmente, defende que quando um lugar desses fica vago, à semelhança de outros municípios, “abre-se concurso para que seja ocupado”.

 

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