“Quem fez aquilo devia ir preso”

Câmara de Belmonte inicia esta semana obras de requalificação do Parque de Santiago, que foi vandalizado. Haverá câmaras de videovigilância e portas fechadas a cadeado. Autarca pede penas severas para quem estraga

“Quem fez aquilo, devia ser preso”. É esta a convicção do presidente da Câmara de Belmonte, que visitou o Parque de Santiago, bem à entrada da vila, espaço de lazer que vai ser requalificado, com as obras, orçadas em cerca de 29 mil euros, a arrancarem esta semana.

Dias Rocha diz ter ficado estupefacto com o que viu. “Arrancaram tudo, até os canos das casas de banho” disse, pedindo penas severas para quem vandaliza espaços públicos. O autarca anunciou para a passada segunda-feira o início das obras numa estrutura que ficará “fechada a cadeado”, havendo alguém responsável por abrir e fechar, de manhã e à noite, sanitários e balneários, e que passará a ter câmaras de videovigilância para dissuadir a presença de vândalos.

A obra passará, sobretudo, pela substituição de sanitários, loiças, chuveiros, portas, madeiras e até o soalho (que era em madeira e passará a ser de granito) na estrutura de apoio adjacente a um parque que é também destinado a autocaravanas e onde os autocarros da Rede Expressos param diariamente. Parte da empreitada será realizada pelo pessoal do serviço externo da autarquia.

Dias Rocha, há cerca de dois meses atrás, lembrou que esta era uma necessidade absoluta. “Tínhamos que fazer esta obra, que aquilo era indecente, uma vergonha” disse, pretendendo dar uma noca cara a uma infraestrutura que tem sido objeto de sucessivos actos de destruição e vandalismo, que deixaram inoperacionais vários equipamentos. “Foi tudo destruído” lamentava o autarca.

O local, gerido agora pela União de Freguesias de Belmonte/Colmeal da Torre, chegou a ser classificado pelo seu presidente como “a maior vergonha do nosso concelho”.  Hugo Adolfo recordava que quem recorria, por exemplo, às casas de banho, aquando da paragem de autocarros, julgava que “tinha chegado à Ucrânia”.  Além das casas de banho e balneários, também os assadores estão partidos, sem grelhas, e por vezes, nem o material usado no parque, como os baloiços para crianças ou vedações, escapa ao vandalismo de alguns.

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