Resta lutar pela manutenção

A três jornadas do fim da primeira fase, Covilhã é último, e muito longe dos quatro lugares que dão acesso à subida

É dado adquirido: o Sporting da Covilhã vai ter que lutar, este ano, pela manutenção na Liga 3, num quadro muito desfavorável em comparação com o que aconteceu na época passada, em que garantiu a permanência na última jornada. Porém, na altura, os serranos arrancaram com mais pontos do que são expectáveis aconteçam este ano, quando faltam disputar três jornadas na primeira fase. Mas são contas a fazer mais lá para a frente…

Para já, os serranos acumularam mais uma derrota. A sétima da temporada. E frente a um adversário direto na luta pela manutenção: o Lusitânia de Évora. Na cidade alentejana, os serranos até começaram melhor num relvado que, com o passar do tempo, se foi tornando cada vez mais irregular. Aos 9 minutos, o central Alisson Calegari, com um grande passe em profundidade, isolou André Liberal que com um chapéu de grande categoria picou a bola sobre Duarte Martins e adiantou o Sporting da Covilhã no marcador. O Lusitano raramente conseguiu contrariar a organização covilhanense e só por uma vez, aos 15 minutos, o avançado Dida obrigou o guardião Gustavo Galil a maior trabalho. Até ao intervalo, a vantagem dos leões da serra era justa.

No segundo tempo, os alentejanos vieram mais pressionantes, atrevidos, ofensivos, embora tenha pertencido, aos 55 minutos, a André Liberal a ocasião de ampliar a vantagem serrana, mas o seu remate saiu à figura de Duarte Martins. Seis minutos depois, os eborenses empataram, num lance muito contestado pelo Covilhã. Jogada pela direita, com Tomás Pimenta a, alegadamente, tocar num avançado contrário, no limite da área. Grande penalidade assinalada pelo árbitro, e convertida pelo capitão João Pinto, que atirou forte e rasteiro para a esquerda de Gustavo Galil que, por pouco, não defendeu. Três minutos depois, o Lusitano dava a volta, numa “oferta” covilhanense. Bola perdida a meio-campo por Mica, com Batista a progredir sozinho em zona central e a servir o ponta-de-lança Dida que, descaído sobre a esquerda, atirou certeiro para o fundo das redes.

Com esta derrota, o Covilhã continua último, com 12 pontos, a oito de um lugar de acesso à subida, quando faltam disputar 9 pontos. Ou seja, a segunda fase é quase certa será de luta pela permanência. Recorde-se que as seis últimas equipas nesta primeira fase começam a segunda com entre seis e um ponto, consoante a sua classificação final. Nesta altura, o quinto da tabela, Atlético (20 pontos) iniciaria a luta pela salvação com cinco pontos, mais dois de bonificação por ter mais de 20 pontos. Ou seja, com um total de sete. O Covilhã, último, com um, já que não bonificava, por ter abaixo de 15 pontos. Os dois últimos descem ao Campeonato de Portugal.

VER MAIS

EDIÇÕES IMPRESSAS

PONTOS
DE DISTRIBUIÇÃO

Copyright © 2026 Notícias da Covilhã