Reuniões da autarquia não se realizam em Abril e Maio

Sessões foram adiadas para Junho. Vereador do CDS considera a decisão “incompreensível”
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A Câmara da Covilhã adiou a realização das reuniões ordinárias municipais dos meses de Abril e Maio, devido a limitações causadas pela pandemia da covid-19, justifica o presidente. A decisão é criticada por Adolfo Mesquita Nunes, vereador do CDS, que considera a medida “incompreensível”.

“Fechamos como, quando a cidade mais precisa? Para quê, se podemos ter reuniões por internet? É incompreensível, só possível à luz de um executivo que usa todas as desculpas para não ter de fazer nada”, censura o eleito centrista, em declarações ao NC.

Vítor Pereira, presidente da autarquia, explica a decisão com os constrangimentos impostos pelo combate ao alastramento do novo coronavírus. A implementação do regime de teletrabalho e a rotatividade obrigatória dos trabalhadores municipais dificultam a realização das sessões camarárias com normalidade, acentua.

“É bonito ao senhor doutor Adolfo Mesquita Nunes dizer que é incompreensível, porque ele está lá em Lisboa, com os pés enterrados no tapete e carrega num botão para falar com os outros. As reuniões não se limitam a isso. Ele coloca questões e, com a rotatividade, a Câmara está e deve estar nos mínimos. Não tenho as pessoas disponíveis na sala de reuniões nem eles podem estar todos conectados, não temos meios para isso”, justifica Vítor Pereira.

O presidente do município acrescenta ter decorrido uma sessão, há três semanas, porque estava na sala, presencialmente, com mais dois vereadores e todas as chefias.

As reuniões destes dois meses ficam adiadas e prevê-se serem realizadas até 30 de Junho. No edital assinado por Vítor Pereira a 30 de Março, o edil deixa em aberto a possibilidade de as sessões poderem ser feitas por videoconferência ou outro meio digital, “desde que haja condições técnicas e humanas para o efeito”.

Adolfo Mesquita Nunes sublinha não ser compreensível a autarquia “fechar” quando se está na iminência de uma crise e considera não se estar a dar o exemplo.

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