Rocha toma posse sem maioria, mas ganha força na Assembleia Municipal

Autarca, reeleito para um terceiro e último mandato, precisará de acordos no executivo. Mas na Assembleia vê Amândio Melo liderar o órgão e tem maioria. Dias Rocha afirma que próximos anos serão de “renascimento” após a pandemia
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“A vontade do povo tem que ser respeitada. Não será por não estar em maioria que deixaremos de pugnar e lutar pelo desenvolvimento do concelho”. Foi esta a garantia deixada na passada sexta-feira, 15, pelo reeleito presidente da Câmara Municipal de Belmonte, António Dias Rocha, que avança para um terceiro e último mandato, mas desta vez sem maioria no executivo, onde estarão dois elementos do PSD e um da CDU.

Durante a tomada de posse dos órgãos autárquicos (Câmara e Assembleia), Dias Rocha garantiu que não será esse facto que fará com que não lute por criar “mais riqueza e oportunidades” para as pessoas. O autarca acredita que depois de dois anos de luta contra a pandemia, “este será um tempo de renascimento”.

Entre as prioridades, vincou a vontade de inverter a crise demográfica “que não é só concelhia”, atrair novas empresas ao concelho, lembrando que será criada uma nova área de acolhimento empresarial, diversificar os diversos sectores de actividade económica, apostar cada vez mais no turismo religioso e cultural, onde Belmonte “é um caso de estudo” e requalificar toda a rede museológica concelhia. Além disso, Dias Rocha aposta na requalificação do parque escolar, na estrada, na formação profissional, habitação e requalificações urbanas.

O autarca é acompanhado no executivo por Paulo Borralhinho (PS), André Reis (PSD, que não tomou posse por estar no estrangeiro), José Mariano (PSD) e Carlos Afonso, que volta a dar à CDU assento na vereação.

Amândio Melo à frente da Assembleia                   

Apesar de não ter sido o candidato mais votada nas autárquicas de 26 de Setembro, o socialista Amândio Melo será o presidente da Assembleia Municipal nos próximos quatro anos, o que dá força ao executivo liderado por Dias Rocha.

É que, se nesse dia, o social-democrata António Cardoso Marques foi o elemento mais votado, na Assembleia, os socialistas, com os seus deputados e três presidentes de junta eleitos, tinham maioria. E, por isso, na hora de se votarem duas listas apresentadas para liderar a mesa do órgão (uma de António Cardoso Marques e outra de Amândio Melo), a lista apresentada pelo ex-autarca venceu, com 10 votos a favor. A de António Cardoso Marques teve nove votos. Assim, a mesa fica nas mãos do PS, com Melo a liderar e Artur Elvas e Anabela Gaspar como secretários.

Antes de ceder o lugar que foi seu apenas durante breves minutos, António Cardoso Marques disse que respeitava a decisão “democrática”, não obstante recordar que a lista que encabeçou “foi a lista mais votada de todas, repito, de todas as que se apresentaram nesta eleição. Desejo sinceramente as maiores felicidades à mesa, bem como a todos os membros da Assembleia Municipal, no desempenho das suas funções por Belmonte.”

(Notícia completa na edição papel)

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