Sábado há Marchas no Pelourinho

São 15 os grupos que desfilam na Praça do Município. No dia 20, o desfile regressa ao Santos Pinto

“Estamos em junho e a energia das Marchas Populares Cidade da Covilhã já se sente em quase toda a parte. São as máquinas de costura que não param, os arcos que se concluem, as letras do tema que se decoram, as vozes que se afinam, os gestos da coreografia que se repetem à procura da perfeição e as histórias/vivências que se partilham”. É assim que na nota introdutória das Marchas Cidade da Covilhã 2026 o presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, fala da iniciativa que a partir do próximo sábado, 13, às 20 horas, põe a mexer a cidade. O desfile das marchas irá passar pela Praça do Município (Pelourinho), e contará com 15 grupos: 12 já habituais, e três convidados.

GD da Mata (Mata é a razão de viver); Oriental de São Martinho (Ouro do Povo); a freguesia do Tortosendo (As lavadeiras do Povo); Moto Clube da Covilhã (Marchar com o coração); União de Freguesias de Teixoso e Sarzedo (Marcha da Saudade); Académico dos Penedos Altos (Alma Beirã); GER Campos Melo (Há festa no bairro municipal); GIR do Rodrigo (Rodrigo em verso e flor); Águias do Canhoso (comboio da Beira Baixa); Leões da Floresta (As flores e os seus polinizadores); freguesia de Cantar Galo (Operário Têxtil) e freguesia de Vila do Carvalho (Os pastores) apresentam os seus temas, que voltam a mostrar no dia 20 no estádio municipal José Santos Pinto, um regresso às origens que é uma das novidades deste ano. Além destes 12 grupos, integram ainda o desfile, como convidados, o Centro Atividades da Covilhã (As confrarias e a gastronomia saem à rua); o ATL do Rodrigo (No jardim vou crescer); e a Associação Brincar Livre (A brincar sou feliz).

“Este ano voltamos às origens, ao Santos Pinto. Vai ser um dos dois locais por onde passa o desfile, indo também de encontro à vontade dos participantes” disse em março o autarca covilhanense, sobre o evento organizado pelo município em colaboração com o Grupo Desportivo da Mata. As 12 associações que desfilam recebem cinco mil euros cada, da Câmara, para esta realização, e duas marchas convidadas (excetuando o Centro de Atividades, estrutura municipal), um apoio de 800 euros cada.

Perante pedidos de alguns vereadores de que o evento se pudesse prolongar por mais dias, Hélio Fazendeiro disse não ser fácil, e não depender apenas da organização, mas também “da disponibilidade das próprias pessoas que integram as marchas participantes”. E recordou que os dois dias de desfile, “de grande expressão”, resultam, na maioria dos casos, de “muitos meses de trabalho”.

Na brochura de divulgação do evento, o autarca lembra que o movimento criado nas últimas semanas, com ensaios, mostra bem o quanto as Marchas “mexem com tantas pessoas e de tão diferentes gerações. São um contributo inigualável para manter bem viva a chama das nossas associações e das freguesias do concelho que têm vindo a juntar-se ao evento, dando-lhe ainda mais brilho e grandiosidade.”

Para Hélio Fazendeiro, mais do que uma festa ou que duas noites de desfile, “as nossas marchas são já uma peça fundamental da nossa identidade coletiva.”

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