Seminário do Tortosendo será unidade pós-alta de doentes não covid

Objectivo é aliviar ocupação no hospital da Covilhã
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O Seminário do Verbo Divino, no Tortosendo vai ser transformado numa espécie de hospital, mas ao contrário do adiantado na passada sexta-feira, 22, pelo presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, não irá acolher doentes infectados, ou que tenham estado, com o novo coronavírus.

Na última reunião pública do executivo da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, que após a mesma reuniu com o presidente do Conselho de Administração do CHUCB, João Casteleiro, e presidente do ACES Cova da Beira, Manuel Geraldes, de modo a agilizar o processo, anunciava que o objectivo era abrir o mais rápido possível, para o edifício acolher sobretudo doentes que, não sendo tão graves, continuassem a necessitar de assistência médica, aliviando assim as enfermarias do Hospital Pêro da Covilhã, que são quatro e acolhem mais de uma centena de infectados com covid-19.  

“O objectivo é, basicamente, criar um hospital de retaguarda. Criar todas as condições técnicas, de conforto e assistência para doentes que, tendo já sido objecto de tratamento no hospital, estando numa fase de recuperação, possam de lá sair, aliviando assim as enfermarias dedicadas ao covid” explicava o autarca covilhanense. Estão previstas 30 camas numa unidade que terá “várias vertentes” segundo o autarca. “Com pessoas a receberem ali tratamentos que não os podem receber em casa. Já não estão positivos, mas precisam de continuar a ter assistência e cuidados médicos. Estamos a acelerar isso com toda a velocidade” garantia Vítor Pereira, que na semana passada já tinha visitado o local.

Porém, ao NC, em comunicado, o Centro Hospitalar (CHUCB) esclarece que o edifício funcionará como “unidade de apoio pós-alta”, ou seja, irá receber “utentes com alta clínica, provenientes dos internamentos não covid do CHUCB”. O hospital adianta ainda que se tratam de utentes que já não necessitam de cuidados especializados, mas podem não dispor de autonomia para actividades básicas diárias, condições de salubridade, ou estruturas adequadas no domicílio, apoio familiar ou de terceiros, “até aqui asseguradas pelo hospital”. Que ficam no Seminário “até se alcançar uma resposta social adequada”.

(Mais informação na edição papel desta semana)

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