Serranos empatam em relvado pantanoso

Relvado alagado impediu Covilhã e Vilafranquense de terem a bola no pé
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A chuva intensa, o vento forte, com rajadas oscilantes, e a muita água acumulada no terreno de jogo dificultaram o trabalho às três equipas em campo no empate deste domingo, 8, entre o Sporting da Covilhã e o Vilafranquense (0-0), num encontro onde, face à impossibilidade de pôr em prática competências técnicas, se evidenciou a luta e entrega dos jogadores.

Uma semana antes da partida frente ao mais directo adversário, o Trofense, que também empatou, os serranos somaram a quarta igualdade no campeonato, continuam apenas com uma vitória esta época, levam 18 jogos sem ganhar e perderam a oportunidade de se aproximarem da formação acima na classificação e de deixarem de ficar isolados na cauda da tabela.

Em condições muito adversas para a prática do futebol, os serranos somaram, ainda assim, um ponto, contando agora sete, e terminaram o jogo sem sofrerem golos, cenário que não se verificava desde a primeira jornada do campeonato.

Com o relvado muito pesado, impossibilitando a bola de rolar, os serranos foram superiores na primeira metade.

Numa partida que exigiu muito esforço físico dos jogadores, e muito combativo, os ´leões da serra` pressionaram mais alto, jogaram com maior intensidade, ocuparam o meio-campo adversário e foram mais rematadores, embora sem conseguirem finalizar.

Fatai, por duas vezes, na sequência de um pontapé de canto e de um lançamento lateral, rematou à baliza, mas a bola foi desviada do alvo pela defesa ribatejana.

Com a bola constantemente presa no relvado, só aos 25 minutos se verificou o primeiro remate enquadrado com a baliza, por Fatai, mas Trigueira agarrou.

Aos 32 minutos os serranos reclamaram grande penalidade, por falta sobre Jorginho, mas o árbitro, João Pinho, mandou seguir, e pouco depois uma jogada entre Nuno Rodrigues e Kukula voltou a criar perigo junto da área do Vilafranquense.

Os ribatejanos responderam perto do descanso, quando Belkheir ficou com a bola à mercê e rematou, com a bola a chegar frouxa para a defesa sem dificuldade de Bruno Bolas.

No segundo tempo, com o terreno ainda mais alagado, viu-se pouco futebol e muita disponibilidade física dos jogadores, que tiveram como principal preocupação manter de qualquer forma a bola afastada da sua área.

Kukula e Fatai tentaram chegar ao golo, sem sucesso. Aos 52 minutos, Fatai, numa das melhores ocasiões do jogo, rematou em arco de fora da área e testou a atenção de Trigueira. O Vilafranquense respondeu com uma investida de Belkheir, de calcanhar.

Tanto Alex Costa como Rui Borges fizeram alterações nas equipas. O técnico serrano, ainda sem conhecer o sabor da vitória, fez entrar Gildo para o lugar do cansado Zé Tiago e depois Aponza para render Nuno Rodrigues, mas sem conseguirem produzir efeitos no marcador, numa partida de muita luta e sem nenhuma conseguir desfazer o nulo.

Com 29 golos sofridos, o Sporting da Covilhã continua a ser a pior defesa do campeonato. Já os ribatejanos subiram dois lugares na classificação, para o quinto posto, com 23 pontos, embora estejam sem vencer há cinco jogos.

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