Símbolos da Jornada da Juventude recebidos no sábado na diocese da Guarda

Os símbolos - a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani – estarão em cada diocese nacional cerca de um mês
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Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) são recebidos no sábado na diocese da Guarda, depois de terem passado o último mês a percorrer a diocese de Portalegre-Castelo Branco.

Os símbolos – a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani – estarão em cada diocese nacional cerca de um mês e a última a recebê-los será Lisboa, que em Agosto de 2023 vai acolher mais de um milhão de jovens para a Jornada Mundial da Juventude (JMJLisboa2023), que será encerrada pelo papa.

Estes símbolos estiveram em 2021 em Angola, na Polónia e em Espanha, bem como nas dioceses portuguesas do Algarve, Beja, Évora e Portalegre-Castelo Branco. Até ao final de Março estarão na diocese da Guarda, com o programa a iniciar-se às 16:00 de sábado, com o acolhimento na Praça Velha da cidade, estando também prevista missa, na Sé Catedral, às 21:00. De domingo ao dia 10, os símbolos passarão pelos arciprestados de Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo.

Em jeito de balanço e citado na página da JMJLisboa2023 na internet, o bispo de Portalegre-Castelo Branco, Antonino Dias, considerou que o percurso dos símbolos “tem sido motivador”, há um “entusiasmo grande” nos locais por onde passam e as jornadas “motivam as pessoas” a partir do “trabalho de base dos padres e dos catequistas, que colaboram muito”. “Todos estão a fazer com que isto vá para a frente e sensibilize não só os jovens, mas a próprias famílias e os adultos”, afirmou o prelado, sublinhando a preocupação pela evangelização da juventude.

Tradicionalmente, nos meses que antecedem cada JMJ, “os símbolos partem em peregrinação para serem anunciadores do Evangelho e acompanharem os jovens, de forma especial, nas realidades em que vivem”, informou a organização da Jornada.

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou a quase 90 países.

“Foi transportada a pé, de barco e até por meios pouco comuns, como trenós, gruas ou tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais. No percurso, enfrentou muitos obstáculos: desde greves aéreas a dificuldades de transporte, como a impossibilidade de viajar por não caber em nenhum dos aviões disponíveis”, segundo uma nota sobre a JMJLisboa2023, acrescentando que “em 1985 esteve em Praga, na atual República Checa, na altura em que a Europa estava dividida pela cortina de ferro, e foi aí sinal de comunhão com o Papa”.

“Pouco depois do 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova Iorque, onde ocorreram os ataques terroristas que vitimaram quase 3.000 pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois de o país ter sido assolado pela guerra civil”, adiantou.

Já o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, tem 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, e está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália.

“É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica”, acrescentou o documento divulgado pelo gabinete de comunicação da JMJLisboa2023.

Entretanto, a preparação da Jornada Mundial da Juventude que em 2023 se realizará em Portugal passará também por Santiago de Compostela, onde entre 03 e 07 de agosto deste ano se realizará a Peregrinação Europeia de Jovens.

A JMJLisboa2023, para a qual são esperados mais de um milhão de jovens de todo o mundo, decorrerá nos terrenos da margem do rio Tejo, ao norte do Parque das Nações, e será encerrada pelo papa.

Inicialmente prevista para o verão de 2022, a iniciativa foi adiada um ano, devido à pandemia de covid-19.

 

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