Só a Torre prende a Volta a Portugal à região

Edição deste ano apenas tem uma etapa na Beira Interior: a subida à Torre, a 9 de agosto

Depois de anos em que, em duas ou três etapas, a Beira Interior tinha um protagonismo grande na Volta a Portugal, a edição deste ano (a 87ª) passa quase ao lado da Beira Interior, não fora a mítica subida à Torre constar (como é quase obrigatório) das dez etapas da competição que, este ano, decorre entre 5 e 16 de agosto.

Se em anos anteriores, cidades como Castelo Branco ou Guarda foram locais, quer de chegadas, quer de partidas, e as estradas da região contaram, em mais que um dia, com a caravana velocipédica, este ano não é assim. O percurso, apresentado ontem, quarta-feira, em Mondim de Basto, mostra uma Volta virada a sul, e a norte, “esquecendo” quase a zona centro.

A 5 de agosto, o prólogo inicial, de seis quilómetros, em contrarrelógio, decorre em Lisboa. No dia seguinte, a primeira etapa, de perfil acidentado, de sobe e desce, une a Lourinhã a Queluz, num toral de 153 quilómetros. No dia seguinte, 7 de agosto, os corredores percorrem 177 quilómetros entre Sines e Albufeira, numa etapa “talhada” para os sprinters. A 8 de agosto, o pelotão tem nova etapa em linha, para ser discutida em cima da meta, entre Beja e Elvas, num total de 180 quilómetros.

A 9 de agosto (um domingo), uma das etapas rainha da Volta, e onde os favoritos à vitória final se começarão a perfilar. Serão 148 quilómetros entre Figueiró dos Vinhos e o alto da Torre, na Serra da Estrela, uma etapa de montanha dura, a que se seguirá, na segunda-feira, 10, um contrarrelógio individual entre a Anadia e Águeda, de 17 quilómetros.

Após o dia de descanso, terça-feira, 11, na quarta, 12, o pelotão percorre 129 quilómetros entre Santa Maria da Feira e Peso da Régua, uma das novidades deste ano, com os corredores a passarem pela icónica Estrada Nacional 222, nas encostas do Douro. A sétima etapa, dia 13, ligará Vieira do Minho às Termas do Gerês, uma subida inédita ao Germil, em Ponte da Barca, no coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês, em 147 quilómetros que entrarão em Espanha. A oitava etapa, de 166 quilómetros, ligará Melgaço a Fafe, em perfil de “sobe e desce”, e a segunda grande etapa de montanha, que pode definir o vencedor, será no dia seguinte (sábado, 15 de agosto, feriado nacional), nos 141 quilómetros que ligam Paredes à Senhora da Graça, em Mondim de Basto. Os 1388 quilómetros da Volta completam-se no domingo, 16, na décima e última etapa, de 124 quilómetros, entre a Maia e o Porto.

Segundo a organização, a Volta a Portugal passará por 71 municípios e 15 distritos. Este ano, a direção da prova está entregue ao antigo ciclista espanhol Ezequiel Mosquera, que tem dirigido a corrida galega “O Gran Camino”, que sucede a Joaquim Gomes nesta função.

Uma das novidades, anunciada ontem, é a presença de uma equipa do World Tour, patamar mais elevado do ciclismo mundial. A UAE Emirates, de João Almeida e Tadej Pogacar, vai estar presente, embora com “segundas linhas” em termos de corredores, sabendo-se que será o português Rui Oliveira, recentemente coroado campeão olímpico de Madison em Paris2024, ao lado de Iúri Leitão, a liderar a equipa. Haverá, como é costume, grande presença de equipas portuguesas, que serão dez.

Outra das novidades é a transmissão internacional, em direto, pela primeira vez, através da plataforma HBO Max, mantendo-se a RTP 1 como a emissora para o território nacional.

O russo Artem Nych, da Anicolor, foi o vencedor das edições de 2024 e 2025.

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