Os sons da percussão vão marcar a Covilhã entre os dias 11 e 15 de abril, datas da sexta edição do Concurso e Festival Internacional de Percussão da Beira Interior, que conta com o maior número de inscritos de sempre.
No total, são 68 os músicos a concurso nas quatro categorias, de sete países, e vão estar na Covilhã a mostrar as suas capacidades executantes a partir dos seis anos, sendo que a categoria D se destina a maiores de 25 anos.
A vereadora com o pelouro da Cultura, Regina Gouveia, afirmou que este “é um caminho para continuar a trilhar”, disse estar satisfeita com “o maior número de candidatos até hoje” e com a quantidade significativa de interessados de vários países, “numa área artística e numa subárea específica” como a percussão.
Para ilustrar a importância da iniciativa, a autarca referiu que todos os vencedores da principal categoria “são hoje professores de percussão em várias escolas”.
O diretor artístico, Luís Cipriano, sublinhou que esta edição “é a mais forte e a mais completa” e destacou “o prestígio que o concurso alcançou”.
“As principais escolas de percussão estão envolvidas no festival”, frisou o também maestro, que acrescentou a novidade de “o mapa de Portugal estar praticamente representado no concurso”, embora tenha lamentado a ausência de músicos da Covilhã e do Fundão.
O evento vai decorrer em seis espaços, entre o Teatro Municipal da Covilhã, o Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, o Auditório da EPABI, a Igreja da Misericórdia e locais mais improváveis, como concertos no bar da Banda da Covilhã ou do Comfusão. “As pessoas podem ir beber um copo e assistir a um concerto”, disse Luís Cipriano.
De acordo com o diretor artístico, “vão estar representados todos os estilos de percussão, desde o jazz ao clássico” e executantes prestigiados.
Luís Cipriano acentuou que atualmente o nível da percussão portuguesa “é extremamente elevado” e vai ser possível ouvir a variada panóplia de instrumentos, alguns feitos propositadamente para determinadas obras e concertos.
A marimba, o glockenspiel, o vibrafone, o tímpano, o ton ton, o xilofone de orquestra, o chimes e o carrilhão são alguns dos instrumentos tocados nos diferentes palcos em que se realiza o concurso e o festival.
Os prémios continuam a ser não em dinheiro, mas em instrumentos musicais e Regina Gouveia informou que, desde 2016, foram entregues mais de 90 mil euros em prémios e participaram no concurso 290 candidatos de três continentes: Europa, Ásia e América.
O concerto de abertura está marcado para as 21:30 de dia 11 de abril, no Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, com um espetáculo de Marco Fernandes & Banda Filarmónica Recreativa Cortense, com “Canções de abril”, um repertório de Carlos Paredes.
Tomás Moital, o Ensemble Hemiptera, João Tiago Dias, o grupo de Percussão da Escola Profissional de Espinho & Percussões da Metropolitana ou Pedro Melo Alves e Vasco Trilha são as propostas para outros concertos ao longo do evento.
O Festival Internacional de Percussão da Beira Interior é promovido pela Câmara da Covilhã e pela Associação Cultural da Beira Interior e, por “uma estratégia não só sentimental, mas também económica”, para os participantes ficarem mais tempo na região depois de saírem de competição, além das eliminatórias há masterclasses que podem frequentar.
No encerramento, dia 15, no Teatro Municipal da Covilhã, atuam os Kalimotxo Orkeatar, a que se segue um espetáculo com Tomás Longo, Iúri Oliveira e Guilherme Fortunato, percussionistas na área do jazz.
Destinado a pessoas que podem nunca ter estudado música, há dois ‘workshops’ com Pedro Bitocas, para construir instrumentos, de forma a “tornar o festival mais abrangente”.
Segundo Luís Cipriano, o Concurso e Festival Internacional de Percussão da Beira Interior tem um orçamento de cerca de 75 mil euros e o município apoia com 15 mil euros.