O presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, espera ter “até final do próximo mês”, pronto o procedimento para poder arrancar com a requalificação e repavimentação do eixo TCT (Teixoso-Covilhã-Tortosendo), uma obra que considera muito importante, e para a qual o executivo aprovou, esta sexta-feira, 24, a abertura de concurso público. A empreitada irá abranger o troço entre a rua General Humberto Delgado, no Canhoso, e a rotunda do Operário, na Covilhã, num investimento de 730 mil euros, a que acresce IVA.
Na reunião pública de hoje, o autarca destacou a importância da intervenção para a requalificação de um dos principais eixos rodoviários do concelho, sublinhando que o procedimento deverá ficar concluído no início de junho. “Espero muito sinceramente que até ao final do próximo mês nós consigamos ter boas notícias”, disse.
O executivo covilhanense aprovou ainda a abertura de procedimento para aquisição de 2500 toneladas de mistura betuminosa a quente, num valor de 200 mil euros, destinada aos trabalhos de reparação promovidos pelas equipas municipais.
O estado da rede viária do concelho motivou o debate, com o vereador Eduardo Cavaco, da coligação Mais Covilhã (CDS/PP-Il), a criticar o estado em que estão muitas das estradas municipais. E pediu um plano estruturado de intervenções. “A situação do pavimento nas ruas da Covilhã e das freguesias deixou de ser aceitável há muito tempo. O que hoje existe não é apenas degradação, é abandono”, afirmou Eduardo Cavaco, criticando o que considerou ser uma “política de remendos sucessivos” e questionando o executivo sobre a existência de “um plano sério, plurianual, de repavimentação”. O vereador apontou como exemplo, com fotografias, os arruamentos existentes nas Penhas da Saúde.
Segundo Cavaco, além da imagem negativa do concelho, está em causa a segurança rodoviária e também os custos, que acabam por ser suportados pelos munícipes.
Hélio Fazendeiro nega que a Câmara não tenha uma estratégia para este problema, que as necessidades estão identificadas e que, como nesta reunião, em que aprovou deliberações para a requalificação de vias, a autarquia faz “o melhor que sabemos, com o que temos, todos os dias”. O autarca recordou que os problemas na rede viária são permanentes, e algo que faz parte da gestão municipal, e que por muito que se faça, nunca estará tudo numa situação ideal. “Nunca vamos ter tudo feito”, afirmou, defendendo o trabalho do executivo e dos serviços municipais.
No caso concreto das Penhas da Saúde, disse que os problemas já estão identificados e contemplados em decisões anteriormente tomadas pelo executivo. “As fotografias que nos trouxe fundamentam ainda mais aquilo que foi uma decisão de adjudicar a obra de recuperação daquelas estradas”, afirmou, acrescentando que a intervenção só não arrancou ainda “pelas condições meteorológicas” e deverá começar “dentro de dias”.
