Teatro das Beiras prepara com escolas peça sobre os medos

Primeira das três novas criações deste ano é encenada por José Carretas e explora “o que são os medos e os sustos para as crianças”
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Os medos e receios das crianças do ensino básico são o ponto de partida para a criação da próxima produção do Teatro das Beiras, “Ai, Que Susto!”, encenada por José Carretas e com estreia marcada para 1 de Março.

A peça, direccionada para os alunos do primeiro ciclo, é a primeira de três novas criações da companhia covilhanense, que em Junho apresenta o espectáculo ao ar livre “Um Hamlet Tragicómico” e, em Outubro, leva ao palco “Por Todas as Medidas”, baseado num estudo e em conversas da encenadora, Luísa Pinto, com vítimas de violência doméstica.

Já a ser ensaiada está a criação para um público mais jovem, direccionado para as escolas do ensino básico, para explorar “o que são os medos e os sustos para as crianças”, referiu o director da companhia covilhanense, Fernando Sena, durante a apresentação das actividades previstas para este ano, no dia 9.

“A ideia é fazer sessões nas escolas onde esses temas vão ser abordados e depois explorar isso no texto. Os medos vão evoluindo, dependendo da idade”, reforçou Celina Gonçalves, da direcção do Teatro das Beiras. Fernando Sena acrescentou que depende depois do autor aproveitar o que vai ouvir nas escolas.

Nas peças a estrear em Junho e Outubro, a companhia vai trabalhar com dois novos encenadores com quem nunca colaborou: Paulo Calatré e Luísa Pinto.

Os temas a abordar e o tipo de espectáculo foram escolhidos tendo em vista o factor diversidade.

“Queremos chegar a diferentes públicos, sermos abrangentes em relação aos públicos e aos temas tratados”, salientou o director, Fernando Sena.

 

Teatro Meridional estreia programação das “Quartas de Teatro”.

 

Dez espectáculos de dez companhias à quarta-feira

O responsável anunciou o reforço da programação para 2023, com a criação das “Quartas de Teatro”, o acolhimento de dez espectáculos de dez companhias diferentes, ao longo do ano, às quartas-feiras.

A primeira a subir ao palco, em 18 de Janeiro, é o Teatro Meridional, com “Do Deslumbramento”, de Ana Lázaro. Em 1 de Fevereiro é a vez do Teatro Art`Imagem apresentar “Desumanização”, a partir do livro de Valter Hugo Mãe. Os Artistas Unidos trazem dia 15 de Março à Covilhã o universo das deportações de judeus durante a II Guerra Mundial com “A Coragem de Minha Mãe”, de George Tabori, numa encenação de Jorge Silva Melo. No dia Mundial do Teatro sobe ao palco do auditório do Teatro das Beiras outra história baseada na realidade: “Amalia y El Rio”, dos espanhóis Teatro Guirigai, que relata episódios do contrabando na zona raiana.

No âmbito do “Quartas de Teatro” estão ainda programados “Police Machine”, pela mão do Teatro da Rainha, “She Wolf”, do Teatro da Terra, “A Trilogia de Alice”, da Escola da Noite, “Music-Hall”, da Companhia de Teatro de Almada, “Pedras com Asas”, da Companhia de Teatro do Algarve, e “Bonecos de Santo Aleixo”, do Cendrev.

 Programação com “preocupação” de evitar sobreposições

Fernando Sena adiantou a intenção de dar continuidade à digressão de três peças da companhia por várias cidades do país e Maputo, em Moçambique, assim como, no Verão, entre 15 de Junho e 15 de Agosto, percorrer as freguesias com a segunda produção de 2023. A participação no Circuito Ibérico de Artes Cénicas vai igualmente ter continuidade.

Entre 16 e 25 de Novembro decorre mais uma edição do Festival de Teatro da Covilhã, com a presença de oito companhias e espectáculos no auditório do Teatro das Beiras e do Teatro Municipal da Covilhã (TMC).

O director da companhia covilhanense, com sede da Rua da Trapa, mencionou a preocupação de definir uma programação do “Quartas de Teatro” que “não colida” com a do TMC e lamentou que o concelho continue sem ter uma agenda cultural com a informação centralizada das diferentes entidades, para evitar sobreposições.

 

 

 

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