Teatro Municipal “devolvido à cidade”

Primeiro-ministro frisou ser um espaço “moderno, para as próximas décadas”. Presidente da Câmara da Covilhã acentuou a necessidade de uma programação “para todos os públicos”
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Foi no Teatro-Cine da Covilhã que António Fiúza, de 72 anos, viu muitos filmes e espectáculos e foi na mesma sala que levou os filhos pela primeira vez ao cinema. Para ver e voltar a desfrutar de um espaço de que guarda “tantas boas memórias”, esteve três horas na fila para conseguir um bilhete que lhe garantiu estar presente, sábado, 13, na inauguração do renovado Teatro Municipal, na presença do primeiro-ministro, António Costa, que assistiu ao concerto do covilhanense João Gil.

“Tenho tantas memórias de ver aqui bons espectáculos de todo o tipo! Está bonito. Preservaram tudo dentro do mesmo estilo. Está uma sala leve, agradável, moderna. Espero que venham espectáculos bons à cidade e que a cidade participe neles”, referiu, sentada no balcão, Alexandrina Martins, de 61 anos.

Depois de descerrar a placa a assinalar a data, em conjunto com António Costa, e de ter mostrado ao primeiro-ministro, à ministra da Cultura, Graça Fonseca, à ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e aos restantes elementos da comitiva as instalações do Centro de Inovação Cultural da Covilhã, já em cima do palco do Teatro Municipal o presidente do município, Vítor Pereira, declarou ser “um dia histórico”, em que se “devolve à cidade esta sala”, integrada num “importante complexo cultural”.

O presidente da Câmara da Covilhã manifestou o desejo de que “esta casa tenha vida” e “uma programação que a todos há-de servir”. “A programação tem de ser ecléctica, diversificada, tem de ser para todos os públicos”, reforçou, no final, em declarações aos jornalistas, acrescentando que o renovado Teatro Municipal “está ao serviço de todos, é a sala de visitas da cultura da Covilhã”.

Ao seu lado no palco, António Costa apontou o espaço cultural como “um bom exemplo de que os fundos comunitários não são etéreos”, mas sim dinheiros que “chegam aos municípios e são transformados em obra”. No dia em que foi promulgado o Estatuto dos Profissionais da Cultura, o primeiro-ministro referiu que o Teatro Municipal “abre renovado, modernizado, para as próximas décadas”.

(Notícia completa na edição papel)