Começa amanhã, quarta-feira, 11, no Teatro Municipal da Covilhã (TMC), pelas 21:30, o 30º Ciclo de Teatro Universitário da Beira Interior, organizado pelo TeatrUBI- Grupo de Teatro Universitário da UBI, em parceria com a ASTA- Associação de Teatro e Outras Artes. Ao palco sobe a peça “Desengano”, uma cocriação entre TeatrUBI e ASTA, que faz a sua estreia.
Durante quatro dias, há quatro peças diferentes para ver. Na quinta-feira, 12, à mesma hora, as duas companhias apresentam “Ficções do Interlúdio”, uma peça já apresentada no ano passado no Oriental de São Martinho. No terceiro dia, sexta-feira, 13, uma presença assídua no Ciclo (a 29ª vez), com os Maricastaña- Aula de Teatro do Campus de Ourense (Espanha) a apresentarem “Insurrección”. E no último dia, sábado,14, a vez da Aula de Teatro da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) apresentar “Irmás”, uma peça protagonizada em galego.
Os estudantes têm entrada livre, tal como os portadores do cartão amigo da ASTA, maiores de 65 anos e profissionais das artes. Para público em geral o preço do ingresso é de três euros.
Esta 30ª edição marca o regresso do Ciclo ao palco do TMC, onde se iniciou a história do festival, na altura como Teatro-Cine. “Regressamos onde tudo começou, mas na altura sem as condições e o conforto que tem agora” salienta Rui Pires, diretor do festival universitário mais antigo do País, que recorda tempos em que no atual TMC, “chovia, caiam bocados de parede e tínhamos que trazer os aquecedores de casa”. A última vez que o Ciclo pisou este palco foi em 2018, tendo depois passado a ser realizado na UBI, face às obras do edifício, e no ano passado saiu mesmo da Covilhã (onde apenas houve um espetáculo no Oriental), sendo realizado em Gouveia e Guarda. Este ano, o TeatrUBI, que também comemora 37 anos de vida, dá à Covilhã um Ciclo de Teatro “mais reduzido”, de apenas quatro dias, por limitações orçamentais e temporais, explica Rui Pires.
Com a intenção de “criar públicos formados e informados”, o evento volta à Cidade Neve após um ano fora. “Na UBI tínhamos sempre gente. Espero que os alunos venham, até porque os espetáculos, para eles, são gratuitos. Vai ser uma surpresa ver como é o regresso” afirma Rui Pires.
