TeatrUBI: mais de duas décadas em busca de reconhecimento

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Carolina Fernandes/Diogo Parente

Desde que cheguei à UBI, em 2017, vinda do Brasil, que estou no TeatrUBI”. Para Marina Schneider, 22 anos, foi fácil conciliar os estudos, a vida académica e o teatro: “Eu consegui fazer os três. Eu estudava muito, saía muito, eu estava aqui [no grupo de teatro]. É um preconceito que é facilmente descartável”.

Numa altura em que cada vez menos jovens estudantes aderem aos grupos de teatro universitários, na UBI, há um que há 25 anos realiza o Ciclo de Teatro Universitário mais antigo do País, mas que continua com poucas ajudas, apoios e reconhecimento. O TeatrUBI foi criado em 1989, mas apenas em 1996 foi realizada a primeira edição do ciclo de teatro. “É o grupo de teatro em Portugal com mais participações além fronteiras. É o que tem mais prémios e também o mais conhecido. Quando se fala de teatro universitário em Portugal, fala-se do TeatrUBI” garante Rui Pires, director do festival e coordenador do grupo de teatro. 

Desde 2006 que a ASTA colabora com o TeatrUBI. “Os grupos universitários, a nível nacional, sofreram e estão a sofrer alguns problemas. Sempre tivemos uma ligação sentimental ao grupo e achámos que poderíamos ajudar como companhia profissional”, diz Maria do Carmo Teixeira, produtora cultural do festival. Como forma de alavancar o grupo, a ASTA ajuda na produção do festival e providencia o material técnico “facilitando a continuidade do grupo no terreno”.

No passado dia 30 de Outubro, a peça de 2019, “Cântico Negro”, foi reconhecida internacionalmente no 14º Festival Internacional de Teatro da Universidade de Tânger, em Marrocos. O TeatrUBI arrecadou dois prémios. Mas apesar da vasta história e inúmeros prémios, o grupo tem passado por algumas dificuldades, nomeadamente, a falta de um espaço fixo para ensaiar e para a apresentação de peças. Os contributos que a UBI e a Câmara Municipal da Covilhã oferecem ao grupo são escassos. “Há um apoio por parte das duas instituições, que deviam ser as principais impulsionadoras do grupo de teatro e que não são. Mas é um apoio muito diminuto. É o mínimo dos mínimos”, confessa Rui Pires. 

Texto completo na edição papel do NC.

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