Trabalhadores dos Lanifícios prometem continuar a dar luta em Setembro

Sindicato diz que greve da passada sexta-feira, 22, teve boa adesão
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Caso as empresas não reconheçam a “justa reivindicação” do aumento do subsídio de alimentação para 4,5 euros, em Setembro, “os trabalhadores decidirão a forma de dar continuidade a este processo de luta”. Quem o diz é o Sindicato Têxtil da Beira Baixa, que faz um balanço positivo da greve realizada na passada sexta-feira, 22, pelos trabalhadores de quatro empresas de lanifícios da Covilhã.

A estrutura sindical, afecta à CGTP, tinha anunciado uma greve para sexta-feira nas empresas do grupo Paulo de Oliveira (Penteadora, Tessimax e Paulo de Oliveira) e na Haco-Etiquetas, para reivindicar o aumento do subsídio de alimentação, fixado nos 2,35 e 2,37 euros. A informação referia que, no seguimento de plenários realizados em Junho nas referidas empresas, os trabalhadores aprovaram uma resolução que foi enviada às empresas a reclamar o aumento do subsídio de alimentação, cujo valor está em 2,35 euros na Haco-Etiquetas e em 2,37 euros nas empresas do grupo Paulo de Oliveira. Todavia, aponta o documento, “até à data”, não tinha sido obtida resposta positiva à reivindicação, que, de resto, também tem sido apresentada por via da negociação colectiva, sem resultados. Assim, acentuava o STBB, “não resta outra alternativa” e os trabalhadores “vão avançar para a greve e não deixarão de lutar até que sejam ouvidos e as suas reivindicações alcançadas”.

Agora, em comunicado, o Sindicato saúda os trabalhadores destas empresas que “demonstram a importância da organização, unidade e luta em defesa de direitos”. E lembra que “quem luta nem sempre ganha, quem não luta perde sempre”.

Segundo o Sindicato Têxtil, a unidade dos trabalhadores foi demonstrada, com uma resposta “clara e inequívoca” nos três turnos de sexta-feira, e que só existe um caminho: o das empresas aumentarem o subsídio para 4,5 euros.

“Esperamos que as empresas tenham entendido os trabalhadores e que, rapidamente, ainda no final do mês de Julho, vejam a sua reivindicação ser reconhecida” frisa o Sindicato Têxtil, que recorda que em Agosto os trabalhadores irão entrar em férias, mas que não irão desistir e “só vão parar quando virem a sua reivindicação alcançada”. Está agora “nas mãos das empresas dar uma resposta positiva” frisa o Sindicato, que diz estar “disponível para reunir com as administrações das empresas logo que estas o queiram, como aliás sempre estivemos”.

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