UBI já está ligada a supercomputadores

Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, inaugurou a estrutura que pretende também reforçar a ligação entre o sistema científico e o tecido industrial.
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A Universidade da Beira Interior (UBI) tem em funcionamento o Centro de Competências para a Computação Avançada, que lhe permite aceder remotamente aos supercomputadores em Portugal e facilitar a investigação que requer a utilização de recursos computacionais de elevado desempenho.
O 3CA-UBI foi hoje, quarta-feira, 25, inaugurado pela ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, numa cerimónia que contou também com o secretário de Estado da tutela, Pedro Nuno Teixeira, presentes na Covilhã no âmbito da iniciativa Governo Mais Próximo, que inclui a realização do Conselho de Ministros quinta-feira em Castelo Branco e a visita de vários governantes aos concelhos do distrito.
O coordenador da estrutura, o pró-reitor Pedro Inácio, explicou que o centro será uma “sala para partilha de resultados científicos num ecrã de grandes dimensões”, pretende “fornecer meios materiais mais directos de apoio ao acesso à Rede Nacional de Computação Avançada” e “dotar a UBI de recursos humanos de apoio às actividades que envolvem o centro”, assim como “ser um ‘hub’ de disseminação de projectos e oportunidades de financiamento”.
O reitor, Mário Raposo, acentuou o “ponto de partilha do conhecimento e de acesso a recursos de computação e de visualização avançados para toda a UBI e comunidade que a envolve” e acentuou a vontade de ter no 3CA.UBI “um motor de desenvolvimento”.
“Apesar dos resultados alcançados, o nosso objectivo é fazer mais e melhor”, enfatizou Mário Raposo, que tem a ambição de no futuro ter alojado na UBI um supercomputador.
Elvira Fortunato acentuou que a UBI não está tão longe como por vezes se pensa, mas sim num “Interior próximo”.
A ministra do Ciência, Tecnologia e Ensino Superior enalteceu ainda a importância de “valorizar a transversalidade do conhecimento e aproximar as realidades e as estruturas de ensino de investigação e de relação com a comunidade”.
“A UBI é exemplo dessas relações que queremos mais fortes, mais frequentes e mais profícuas, as relações entre as instituições académicas e científicas e as regiões, as suas empresas, as suas autarquias, as suas entidades sociais e económicas”, referiu a governante.
 
Integrado na Rede Nacional de Computação Avançada, o Centro de Competências liga a UBI “às estruturas de supercomputação nacionais, constituindo uma importante ferramenta de produção científica, nas várias áreas do conhecimento: economia, saúde, clima, energia, ou estudo dos processos sociais”, é referido pelos responsáveis.
A estrutura pretende também reforçar “a ligação entre o sistema científico e o tecido industrial”.
O 3CA.UBI representa um financiamento inicial de cem mil euros.
Aquando da assinatura do protocolo com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para o financiamento de equipamento e recrutamento de técnicos especializados, em 2020, o ministro de então, Manuel Heitor, explicava que a tutela tencionava abrir a rede pública a privados e empresas, embora fosse dada prioridade às instituições de ensino e investigação.
A rede tem como objectivo aumentar os recursos e, dessa forma, reforçar a produção científica nacional na área das competências digitais avançadas, inteligência artificial e ´big data`.
Os centros de computação avançada ficam ligados aos centros operacionais de Portugal, por sua vez conectados ao supercomputador de Barcelona e à rede europeia, permitindo assim o acesso e tratamento de grande volume de dados.
Pedro Inácio, pró-reitor e ex-presidente do Departamento de Informática, destaca a mais-valia da estrutura para a investigação e para tornar a instituição mais atractiva para estudantes e parcerias.

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