UBI: onde mais se paga para entregar a tese de doutoramento

Segundo o jornal Público, a UBI é a instituição que mais cobra na taxa de admissão às provas de doutoramento no País: 725 euros. Há, no entanto, universidades em que nada se paga
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A Universidade da Beira Interior (UBI) é, no todo nacional, a academia que mais cobra pela taxa de admissão a provas de doutoramento, com os alunos a terem que pagar 725 euros para entregar a respectiva tese.

A notícia foi avançada pelo jornal Público, na edição da passada segunda-feira,4, onde apresentou uma lista das universidades portuguesas e o respectivo valor para a entrega da tese de doutoramento. Os preços variam de instituição para instituição e se na Universidade dos Açores e de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) não exigem qualquer valor adicional, na UBI é onde se verifica o valor mais alto a cobrar, ocupando o primeiro lugar da lista.

Segundo este diário, as instituições de Ensino Superior justificam a cobrança pelo facto desta taxa de admissão a provas de doutoramento ser um suplemento às propinas, servindo para “suportar custos administrativos”. Diz a mesma notícia que, neste caso, a UBI alega que o preço que cobra por doutoramento é inferior aos praticados noutras instituições, como por exemplo em Coimbra ou nos Açores, onde as propinas podem chegar aos três mil euros e na Beira Interior variam entre os 1600 e os dois mil.

Na Universidade de Coimbra, o valor para a entrega de tese de doutoramento é de 50 euros.

Em declarações ao jornal, a Associação de Bolseiros de Investigação Científica afirma que já é hábito levar esta questão às reitorias, mas sem respostas. A presidente da associação, Bárbara Carvalho, fala de ausência de regulamentação, e considera as questões administrativas uma falsa questão, como, diz, ficou provado durante a pandemia, quando a defesa das teses foi feita por videochamada. A responsável considera que “uma taxa daquelas é injustificável”.

Universidade de Verão até sexta-feira

Entretanto, na passada segunda-feira, 4, a Universidade de Verão da UBI arrancou com cerca de 130 alunos do Ensino Secundário de várias regiões do País. A iniciativa, que se prolonga até amanhã, sexta-feira, 8, tem programadas diversas actividades que dão a conhecer a academia e os principais atractivos da cidade da Covilhã e da Serra da Estrela. A iniciativa teve início com a sessão de abertura, onde interveio o reitor da UBI, Mário Raposo, a Vice-Reitora para o ensino, Helena Alves, e o Coordenador da Universidade de Verão, Eduardo Cavaco.

Mário Raposo falou das estruturas, dos cursos, dos sucessos alcançados pelos seus diplomados, rankings, parcerias internacionais como a UNITA e de muitos outros aspectos de uma comunidade que reúne cerca de 10 mil pessoas. Já a vice-reitora lembrou os alunos de que estão “numa das melhores universidades com menos 50 anos do mundo”, enquanto Eduardo Cavaco apresentou todo o programa previsto para os próximos dias.

Actividades científicas em cada uma das faculdades; jogos interactivos na zona da Parada, no Polo principal; passeios nocturnos pela arte urbana do Centro Histórico da Covilhã; uma ida à Serra da Estrela com a oportunidade de fazer uma observação astronómica com telescópios da UBI; uma visita aos quatro museus da vila de Belmonte, à praia fluvial de Valhelhas e a participação num arraial de São Tiago são as actividades programadas para a semana da “Universidade de Verão” na UBI.

O último dia é dedicado à sessão de encerramento e entrega de diplomas de participação. Na iniciativa estão representados 35 municípios portugueses, entre eles Alcanena, Almeida, Aveiro, Caldas da Rainha, Coimbra, Elvas, Mangualde, Óbidos, entre outros.

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