Uma nova residência de raiz, que dê resposta à cada vez maior procura por parte de alunos, um edifício para os cursos ligados às artes, e um novo edifício que acompanhe o crescimento que o UBIMedical tem tido. São estas as metas que a reitora da UBI, Ana Paula Duarte, pretende atingir nos próximos anos. O anúncio foi feito esta tarde, durante a sessão solene comemorativa do 40º aniversário da instituição.
Apesar de anunciar a abertura, no início do próximo ano letivo, das quatro residências universitárias que estão a sofrer obras apoiadas pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), Ana Paula Duarte admitiu que a oferta ainda é escassa face à procura, pelo que “uma nova residência é uma necessidade”. A reitora afirmou ainda que os cursos ligados às artes necessitam de um edifício, e que a valorização do UBIMedical, que tem crescido no número de empresas que são ali incubadas, também exige um novo edifício, para o qual a UBI está a preparar a submissão a uma candidatura. A responsável máxima da academia revelou ainda que a cantina de Santo António, requalificada com verbas próprias da UBI, ainda aguarda o visto do Tribunal de contas, e num balanço aos primeiros dez meses de governação, disse que uma das prioridades foi “dar continuidade à requalificação do edificado”.
Ana Paula Duarte garantiu que houve alterações na gestão interna, na valorização dos recursos humanos, na oferta formativa e que há o objetivo de ter novos cursos, no futuro. E disse que estes 40 anos mostram hoje uma universidade sólida, “que nunca perdeu a sua identidade”, “dinâmica, aberta ao mundo”, mas sem esquecer a sua dimensão “local”. “Que os próximos anos sejam de consolidação, mas também de ousadia e irreverência”, desejou a reitora.
Antes da sessão solene, a UBI inaugurou no parque de estacionamento da Faculdade de Ciências da Saúde a sua Unidade de Produção em Autoconsumo (UPAC) e Armazenamento, um “passo significativo para a sustentabilidade” do seu campus. A colocação, em funcionamento, do sistema de energia fotovoltaico marca, segundo a instituição, “um avanço significativo na aposta em fontes renováveis, com forte impacto na redução das emissões de carbono e na promoção da sustentabilidade”. Segundo a UBI, o sistema deverá contribuir para que a Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) se posicione como um edifício de energia quase zero, traduzido numa redução substancial na fatura de eletricidade da FCS.
A fonte de energia solar fotovoltaica é constituída por 1.323 módulos fotovoltaicos instalados, totalizando uma potência instalada superior a 600 kW e que permitem ainda o sombreamento dos automóveis, numa área total de 2700 metros quadrados. O sistema tem uma capacidade anual bruta de produção de energia elétrica de 950 000 kWh. Segundo a UBI, antevê-se ainda a possibilidade de enquadrar a infraestrutura numa Comunidade de Energia Renovável (CER), contribuindo para a sustentabilidade global do Campus Universitário da UBI. Um investimento superior a 2,3 milhões de euros, financiado pelo Fundo Ambiental, através do PRR- Programa de Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central.
