Um futuro há-de vir

O futuro é incerto, mas há-de trazer ao NC a vitalidade que ele merece. Assim o desejamos na hora de “despedida”
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Não há dúvida absolutamente nenhuma de que o futuro é uma surpresa de cada dia e que o devir das coisas vem da nossa capacidade de tentar alcançar o que se anseia e deseja.

Foi este o lema de uma luta que durou três anos, na defesa e na subsistência do Notícias da Covilhã, desde que, por nomeação do Bispo da Guarda, nos foi entregue esta responsabilidade de dirigir, com grande sentido de responsabilidade, o Jornal mais antigo do Distrito da Covilhã, o órgão informativo que dá nome à Cidade e que desde há cerca de 103 anos é pertença da Diocese da Guarda.

Muitos foram e ainda são os que lutam pela sobrevivência deste órgão informativo, com maiores ou menores capacidades, com melhores ou piores resultados, com mais ou menos criatividade muito se sacrificaram ao longo de muitos anos para chegarmos até aqui. A eles a honra por tantos esforços e dedicação.

Porém, também o passado recente deste Jornal não lhe permitiu acompanhar o frenético ritmo das mudanças que se impuseram. Não nos desculpamos com a pandemia e todos os seus efeitos, apesar de muito contribuir para a situação financeira actual. Faltou-nos o desenvolvimento e aposta no mundo digital que rouba leitores de papel e permanece na “rede” sempre à espera de uma noticia ao minuto, que nos é impossível fazer chegar.

Infelizmente fazemos aqui uma paragem no nosso trabalho, para nos repensarmos, para buscarmos formas de subsistência e de reinvenção, sem termos neste momento uma certeza do que se sucederá.

É com sentido de missão cumprida, de muitas tentativas e lutas que procuraram a sustentabilidade desta publicação, com suor e esforço que damos por encerrada a nossa tarefa de direcção no Notícias da Covilhã.

Agradecemos aos leitores a fidelidade mantida, as palavras de incentivo e de ânimo diante desta missão; agradecemos aos colaboradores que viveram tantas das suas horas para este projecto; agradecemos aos publicitários, aos que nos “vendiam” nas suas bancas e a tantos que de forma periódica e cuidada iam dando a sua opinião, oferecendo a sua escrita que ajudou tantos anos a manter viva a cultura de uma Covilhã em transformação.

É com profunda tristeza que escrevemos este último editorial. Mas acompanha-nos a certeza e a esperança de que a informação que vier a ser veiculada nunca deverá deixar de ser isenta e a dar voz aos que a não têm, como sempre o procurou fazer o Notícias.

O futuro é incerto, mas há-de trazer ao NC a vitalidade que ele merece. Assim o desejamos na hora de “despedida”.

Por agora resta-nos lamentar e pedir aos nossos AMIGOS que é necessária e forçada esta paragem, para que novos projetos se possam desenhar e devolver à cidade o seu jornal.

Uma vez mais reitero: foi com verdadeiro sentido de missão que trabalhámos estes anos duros e difíceis, desafiantes e alimentados pela esperança. Não nos foi possível mais. Fica a GRATIDÃO!

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