Sem qualquer razão em especial, apenas uma coincidência. Se, no ano passado, o “Verão no Centro Histórico”, na Covilhã, apenas teve vozes masculinas em palco, no próximo mês de agosto, no regresso desta iniciativa, que terá a sua nona edição, será a vez de apenas mulheres atuarem no certame. “É especial, mas não há nenhuma razão especial para serem só mulheres”, garante a vereadora com a pasta da cultura na Câmara da Covilhã, Regina Gouveia.
Organizado pelo município, o “Verão no Centro Histórico” decorre durante todas as noites de sexta-feira, em agosto, dentro dos moldes que já são habituais: primeiro, com visitas guiadas, encenadas, a pontos de interesse histórico e cultural da cidade, seguindo-se os concertos, ao ar livre, junto aos locais que são visitados. “Quando a iniciativa surgiu, surpreendeu todos e captou a atenção dos covilhanenses, mas também dos turistas. O número de pessoas que acompanha as visitas tem surpreendido e crescido. O que queremos é promover, de forma divertida mas rigorosa, a história e o património cultural da Covilhã”, assegura Regina Gouveia.

Este ano, o certame, de propósito, afasta-se um pouco do Centro Histórico, tocando em zonas limítrofes. “Vamos alargar para completarmos percursos, narrativas que consideramos importantes do ponto de vista histórico e daremos destaque por uma noite a um local um pouco à margem do Centro Histórico. Assim, no dia 21 de agosto, o evento terá lugar no Poço Grande, na Rua José Caetano Júnior, numa noite em que, também, homenagearemos o GER Campos Melo, no ano em que celebra o 85.º aniversário”, explicou a vereadora.
Assim, a primeira noite será a 7 de agosto, atrás da Câmara, mas com uma nova disposição do palco, onde atuará o grupo “Minta&The Brook Trout”, uma banda de Lisboa liderada por Francisca Cortesão, que em conjunto com Afonso Cabral, escreveu o inesperado êxito “Anda Estragar-me os Planos”, originalmente interpretado por Joana Barra Vaz e posteriormente revisitado por Salvador Sobral, pelo próprio Afonso Cabral e por Tim Bernardes, entre outros. Antes, sempre pelas 21:30, haverá uma visita guiada e encenada ao local.
No dia 14, será a vez Rita Cortezão, vencedora deste ano do Festival Termómetro, atuar no Largo de Santa Marinha.
No dia 21, no Poço Grande, na Rua José Caetano Júnior, a vez de Margarida Campelo (filha de Isabel Campelo e presença recorrente em espetáculos e concertos de Bruno Pernadas, Cassete Pirata, Joana Espadinha e Minta & The Brook Trout, entre muitas outras bandas e artistas) atuar com a sua banda, numa noite que contará com a participação e apoio do Grupo Educação e Recreio Campos Melo, a celebrar o 85º aniversário este ano.
Por fim a 28 de agosto, a iniciativa vai ao Jardim Público, com a covilhanense Filipa Bidarra, num local escolhido este ano face à classificação do Palacete do Jardim, com a visita guiada a pretender dar a conhecer a arte nova presente na cidade.
Durante as últimas semanas, a autarquia tem promovido o “Verão no Centro Histórico” em algumas freguesias. Neste caso, três: Aldeia de São Francisco de Assis, Barco e Boidrobra. Seguindo a ordem alfabética. Uma espécie de experiência-piloto que, segundo Regina Gouveia, tem sido “muito positiva pela forma como atraiu quem ali habita, mas também quem habita na cidade da Covilhã.” Nas zonas mais rurais, os concertos não são “levados lá”, mas a Câmara pede às juntas para indicarem artistas locais que considerem apropriados para animar uma noite de verão. “Vamos analisar esta primeira incursão, os resultados, mas é um caminho que vamos querer continuar, e que deverá ter continuidade nos próximos anos”, assegura a vereadora covilhanense.
