Uma “Missão” que congregou universitários e deixou marcas

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O projecto “Missão País”, que pretende impulsionar jovens universitários a darem um pouco mais de si em favoR dos outros, está presente em mais de vinte estabelecimentos de Ensino Superior de Portugal.  Ligado ao “Movimento Schoensttat” (alemão), este projecto congrega estudantes universitários e convida-os a oferecerem uma semana do seu calendário escolar para levarem até pequenas povoações um pouco de alegria e falar de esperança às populações que os recebem. A organização da “Semana Missionária” é da total responsabilidade dos jovens, apoiados por uma Equipa Nacional, por um sacerdote que acompanha os jovens e pelas entidades locais que acolhem o grupo dos missionários.

A Universidade da Beira Interior (UBI) teve a oportunidade de, neste ano, poder realizar pela primeira vez o projecto, que vem sendo preparado há mais de três anos, como conta Cátia Sabino, de 22 anos, aluna de mestrado em Jornalismo e natural de Alenquer. A jovem estudante diz ter contactado com o projecto na sua terra natal, num “porta-a-porta” que caracteriza a missão, ou seja, quando os “missionários vão de casa em casa tocando às portas e deixando um bom dia ou um sorriso às pessoas”.

Cátia, na altura, ficou bastante sensibilizada pelo gesto e assumiu para si que quando estivesse a estudar na universidade quereria integrar um projecto assim. Depois de buscar outros jovens que a acompanhassem neste desafio, e após ter encontrado mais sete colegas que partilhassem os mesmos ideais cristãos, lançou mãos à obra para que nascesse a “Missão País UBI”.

A pandemia que adiou “a vontade de ir”

Em 2020 tudo parecia estar preparado para que os universitários ubianos se lançassem na missão, mas a pandemia provocada pelo covid-19 não permitiu que tal acontecesse e, por isso, a primeira ida, que seria rumo a Figueira de Castelo Rodrigo, foi cancelada.

Mesmo assim a “missão realizou-se on-line, porque tivemos cerca de 100 inscrições e tinham sido seleccionados cerca de 40 jovens que queriam muito participar”, explica a chefe geral da Missão. “Foi um ano de conhecimento uns dos outros, de nascimento de amizades e dos alunos perceberem que na universidade existem muitos jovens que partilham a mesma fé”. No entanto, como diz, “não foi suficiente, porque a Missão País assenta muito no contacto com as pessoas e com as realidades que nos são atribuídas pela organização nacional”. E daí que sem desistir da ideia, junto com Pedro Jacinto, estudante de Economia, decidiram continuar e tentar que a Missão se realizasse em 2022.

Novo destino, a mesma Missão

Depois de um período de inscrições e selecção dos estudantes que pudessem vir a integrar o projecto, a “Missão País” aconteceu na semana passada, entre os dias 13 e 20 de Fevereiro, quando a grande maioria dos alunos está numa “pausa intersemestral”, como explica Rui Paixão, um dos chefes, que teve a seu cargo a encenação de uma peça de teatro para oferecer à comunidade.

O destino, porém, por indicações nacionais, veio a ser alterado e os beneficiários da alegria das quatro dezenas de jovens da UBI foram da Diocese de Coimbra, as comunidades de Avô e Alvoco das Várzeas.

O padre Rodolfo, pároco naquelas comunidades há cerca de cinco anos diz “ter desejado muito que o projecto se realizasse por aqui, porque a desertificação e o envelhecimento são a maior dificuldade que estas terras enfrentam”. As paróquias envolveram-se no projecto, assim comos as juntas de freguesia e colectividades que acolheram os 40 jovens que por ali passaram uma semana de doação aos outros.

(Reportagem completa na edição papel)

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