Vereadora diz que a cultura tem de “ocupar lugar nobre nas políticas autárquicas”

Regina Gouveia acentua que o sector não pode ser visto como algo acessório, quando há orçamento para se apostar na área
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A cultura não pode ser vista como algo acessório e “tem de ocupar um lugar nobre nas políticas autárquicas e governamentais”, defendeu a vereadora com o pelouro na Câmara da Covilhã, Regina Gouveia, na quinta-feira, 1 de Julho, durante a abertura da conferência internacional Estruturas de Criatividade, promovida pela Direcção Regional de Cultura do Centro (DRCC), na Covilhã.

Segundo a autarca, “não podemos continuar a ver a cultura como algo acessório, quando existe orçamento para se concretizar e está no centro de estratégias que são visionárias para o futuro dos territórios”.

Regina Gouveia afirmou que a Covilhã “irá continuar a contribuir para que assim seja” e acrescentou que “o município procura criar as condições necessárias para o fomento e optimização de estruturas locais profissionais ou associativas ligadas à criatividade e à arte”.

Estratégia para os próximos dez anos

Durante o evento que decorreu durante dois dias, no New Hand Lab, Suzana Menezes, da Direcção Regional de Cultura do Centro, anunciou estar elaborada a Estratégia Regional de Cultura 2030, um documento que “mais do que desenhar linhas de investimento específica de gestão estratégia, pretende, sobretudo, definir com clareza o papel estratégico, a importância social e política da cultura” e pretende desafiar os vários agentes a pôr, ao longo dos próximos dez anos, “a cultura e a criatividade no centro na estratégia de desenvolvimento territorial”.

Suzana Menezes salientou que a cultura é mais do que uma estratégia de marketing territorial ou do que um activo turístico e tem “um efeito inquestionável na visibilidade dos nossos territórios”, desde que a montante exista uma sólida estratégia de longo prazo, uma visão clara daquilo que é verdadeiramente cultura”.

(Notícia completa na edição papel)

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