Violência na base de 80% dos casos de crianças acompanhadas na CPCJ da Covilhã

Segundo o presidente do organismo, a estratégia para lidar com a violência doméstica “peca por defeito”, por não ter o foco nos menores que vivem estas experiências
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Cerca de 80% dos casos em acompanhamento na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Covilhã estão relacionados com situações de violência doméstica, segundo o presidente do organismo, Pina Simão.

Durante o seminário Violência Doméstica e o Impacto nas Crianças e Jovens, realizado na quinta-feira, 25, no Auditório Municipal da cidade, que juntou vários profissionais da área e elementos que contactam com esta realidade, Pina Simão salientou a predominância do problema entre os casos que chegam sinalizados à CPCJ e destacou a necessidade de encarar este cenário “com vontade e com razoabilidade” para encontrar soluções, acentuando existir “ainda um longo caminho a percorrer”.

Segundo o presidente da CPCJ da Covilhã, a estratégia que existe para lidar com estas situações “peca por defeito” e lamentou que esteja “mais focada na violência interpares” e não nas crianças que vivenciam essas experiências, que se encararem esse ambiente com normalidade podem replicar no futuro esses mesmos comportamentos de que foram alvo.

Presente na abertura da sessão, em representação do município, Serra dos Reis elogiou o trabalho “de equipa e multidisciplinar” desenvolvido na CPCJ e referiu que a necessidade de intervenção do organismo não se compadece com “o tempo da sociedade e o tempo da justiça”, por as decisões na CPCJ não poderem esperar.

(Notícia completa na edição papel)

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