Vítor Pereira recusa transmitir pela Internet reuniões da autarquia

Vereadores da oposição aludiram à intenção de abrir o órgão “à comunidade”, mas o presidente argumentou que “as portas estão abertas” para quem quiser estar presente
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“É um não” definitivo à proposta da coligação Juntos, Fazemos Melhor a de transmitir pela Internet as reuniões do executivo. “Escusamos voltar ao assunto”, avisou o presidente, Vítor Pereira, que considerou que a pretensão dos três vereadores da oposição “contraria o regimento”.

“As portas estão abertas. Quem quiser, pode vir”, acrescentou Vítor Pereira, que afirmou não existir “nenhuma claustrofobia democrática” e prometeu que as sessões “vão ser mais rápidas, mais eficazes e mais objectivas”. De acordo com o presidente, as reuniões servem para que os eleitos se concentrem “na resolução dos problemas, não na espuma dos dias”.

Depois de no anterior mandato Adolfo Mesquita Nunes ter pedido diversas vezes que as sessões da autarquia fossem transmitidas ´online`, para que pudessem ser acompanhadas pelos munícipes que não se conseguem deslocar às sextas-feiras de manhã ao Auditório Municipal, Marta Alçada, da coligação Juntos, Fazemos Melhor, reiterou a proposta, por entender ser importante os cidadãos perceberem o que se passa nas reuniões e se inteirem sobre como se processam.

“A nossa proposta tem que ver com a abertura desta casa à comunidade”, referindo que “nem toda a gente pode deixar o seu trabalho” para assistir às reuniões. “Seria uma forma de mostrar às pessoas o que estamos aqui a fazer”, acrescentou a vereadora centrista, segundo a qual “os tempos modernizam-se” e é necessária uma adaptação às novas realidades.

Marta Alçada frisou que os cidadãos “não sabem como é o funcionamento” das sessões e considerou que seria importante os munícipes terem a possibilidade de poderem acompanhar os trabalhos remotamente.

Pedro Farromba, também da coligação, manifestou a sua dificuldade em entender a rejeição da proposta, quando há meios que permitem que as reuniões sejam gravadas para que as pessoas as possam ver e terem acesso ao que se passa no órgão “de forma mais fácil”.

(Notícia completa na edição papel desta semana)

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