O vereador da coligação Mais Covilhã (CDS-PP/IL), Eduardo Cavaco, questionou, na passada sexta-feira, 10, na reunião privada do executivo, o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, sobre quais os passos já dados para a criação de uma Zona Livre Tecnológica (ZLT) na Covilhã, recordando que esta foi uma promessa eleitoral do autarca.
Cavaco disse ter feito um “estudo exaustivo” sobre o assunto, lembrou que a matéria das ZLT “não se trata de uma simples iniciativa de marketing ou de um selo de prestígio; é antes um instrumento complexo de política pública para a experimentação e teste de tecnologias inovadoras em ambiente real ou quase real, com acompanhamento regulatório direto”, e disse que este objetivo é importante, “sobretudo se procurar atrair investimento, captar talento e valorizar o tecido tecnológico local”. O eleito do CDS-PP/IL defendeu a necessidade de um plano estratégico claro para a Covilhã, questionando o executivo sobre os passos já dados e propondo a criação de um grupo de trabalho interdepartamental. “A primeira é uma clarificação da estratégia local concreta, até ao momento há ou não há um plano estratégico de forma a que a ZLT da Covilhã seja uma realidade, que passos é que já foram dados”, questionou, acrescentando que apresentou “uma proposta para a criação de um grupo de trabalho interdepartamental na Câmara, com apoio técnico externo”. O vereador defendeu ainda a articulação com entidades académicas e empresariais, nomeadamente a Universidade e politécnicos, bem como a Associação Nacional de Inovação.
Quanto à possível área estratégica para a futura ZLT, Eduardo Cavaco defendeu a área da saúde e das ciências biomédicas. “Acredito que há transferência de conhecimento a partir do UBIMedical que permitiria termos aqui uma Zona Livre Tecnológica nesta área”, afirmou.
Hélio Fazendeiro reafirmou que a ZLT é um projeto estratégico que tem mente, mas que de não é de fácil implementação. “Uma iniciativa destas não se constrói em 159 dias, que é os dias que levamos de mandato, nem evolui ao ritmo de redes sociais ou de anúncios públicos”, referiu o autarca. Fazendeiro lembra que criar uma zona destas “não depende exclusivamente da vontade da Câmara”, pois envolve muitas entidades e instituições públicas, privadas, “que articularão vontades e conjugarão vontades para que esta Zona Livre de Tecnologia da Covilhã seja uma realidade”, explicou.
Segundo o autarca, alguns parceiros já foram contactados, há já trabalho em curso, mas preferiu não adiantar mais nada para não “prejudicar aquilo que é o andamento do trabalho”. Fazendeiro admite que a área da saúde pode ser uma das que pode ser explorada, mas também aponta a robótica como alternativa. “São áreas que o município tem já capacidade e vários projetos empresariais que nos potenciam”, assegura. O autarca reafirmou a intenção de concretizar o projeto ao longo do mandato.
“Espero que, no decorrer deste mandato, nós consigamos construir formalmente esta Zona Livre de Tecnologia e, com isto, ter mais um instrumento de capacitação do território para a atração de investimento e promoção de novos projetos empresariais”, afirmou.
