O Museu da Covilhã tem disponível, desde o início deste mês, a “peça final” que vem complementar a réplica tátil que exibe o mural “’Expedição à Serra da Estrela’ dos uruguaios Colectivo Licuado (WOOL 2021). Trata-se de um folheto de comunicação aumentativa e alternativa que inclui guião em braille, “ficando assim completa a possibilidade de exploração da réplica tátil por parte de qualquer pessoa, com ou sem necessidades específicas”, explica a Câmara da Covilhã, em comunicado, onde reafirma o objetivo de incrementar o acesso físico, social e intelectual à participação cultural.
Segundo a autarquia, ambos os recursos fazem parte do projeto “WOOL + | Arte Urbana mais acessível” e estão disponíveis para consulta quando solicitado.
Célia Sousa e Fernanda Inês, do Politécnico de Leiria (Escola Superior de Educação e Ciências Sociais / Centro de Recursos para a Inclusão Digital), são as responsáveis pela coordenação do projeto inclusivo, design, tradução e adaptação de pictogramas, edição e impressão em braille, voz e gravação de áudio.
A sala WOOL foi inaugurada no dia 21 de junho do ano passado e tem patente ao público todo o percurso efetuado por este projeto ao longo de 14 anos. Nesta sala, recorrendo a texto, vídeo, imagem, mesa com réplica táctil e recursos de acessibilidade, encontra-se uma amostra do WOOL | Arte Urbana, enquanto agentes de uma comunidade e enquanto cidadãos apaixonados pela cidade.
A réplica do mural “Expedição à Serra da Estrela” do Colectivo Licuado destaca e celebra os 140 anos da 1.ª Expedição Científica à Serra da Estrela, promovida pela Sociedade de Geografia de Lisboa.
