Reabriu o Bolinha de Neve

Infantário acolhe 130 crianças e é solução para o fecho do Colégio das Freiras

Reabriu ontem, terça-feira, 1 de setembro, o Centro Infantil Bolinha de Neve, uma reabertura que foi assinalada com uma pequena cerimónia. A requalificação parcial do espaço foi a resposta para fazer face ao encerramento do Colégio das Freiras e, para já, o infantário tem preenchidas as 130 vagas que tinha disponíveis.

O facto da estrutura estar fechada começou a ser posta em causa especialmente quando, em janeiro de 2025, as irmãs Doroteias, que geriam o Colégio das Freiras, anunciaram o seu fecho em setembro desse ano, deixando em causa a resposta para mais de uma centena de crianças que ali estavam, em valências como a creche, pré-escolar e ATL. Após negociações entre a Câmara e os proprietários do imóvel, a autarquia assumiu as rendas por mais um ano, e o Centro Social Jesus Maria José, do Dominguizo, assumiu a gestão da resposta social. Mas já se sabia que este ano de 2026, o fecho seria o uma realidade, o que se veio a comprovar.

Em paralelo, prosseguiram negociações com o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) e o Instituto da Segurança Social, proprietárias do imóvel do Bolinha de Neve, para se encontrar uma solução que permitisse recuperar esta infraestrutura e devolver-lhe a função para a qual foi criado.

Durante os últimos meses, a Comissão de Pais assumiu papel fundamental nesta reabertura, 19 meses depois, com trabalho voluntário, e a mobilização do apoio de empresas, que contribuíram com materiais e equipamentos, para requalificar o piso térreo do imóvel, que acolhe agora as 130 crianças. Uma mobilização voluntária que o presidente da Câmara da Covilhã, Hélio Fazendeiro, enalteceu, e sem a qual, acredita, não seria possível ter já aberto o infantário nesta altura. O autarca classificou mesmo esta reabertura como uma “vitória da Covilhã” e da comunidade.

Agora, fica a faltar uma segunda fase, que passa pela requalificação integral de todo o edifício. O projeto, elaborado pela Câmara, está aprovado e a empreitada, de cerca de dois milhões de euros, já foi lançada. Questionado pelo NC sobre uma data para o arranque da obra, Hélio Fazendeiro lembrou que estas competem ao dono do edifício, a IGFSS, e que só ela poderá apontar prazos.

FOTOS: CMC

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