Cherovia quer bater quilos vendidos no ano passado

A 19ª edição do Festival decorre entre hoje e domingo no Centro Histórico da Covilhã

Ultrapassar os 50 mil visitantes alcançados no ano passado, bem como as cinco toneladas de cherovia que foram consumidas na edição anterior. São estas algumas das metas da organização do Festival da Cherovia, que decorre entre hoje, quinta-feira, 17, e domingo, 20, no Centro Histórico da Covilhã, com organização da Banda da Covilhã, Associação Cultural Desertuna e Covilhã Eventos, e a parceria da Câmara Municipal da Covilhã, Fundação INATEL e Confraria Gastronómica da Cherovia e Panela no Forno.

Serão quatro dias dedicados à gastronomia, cultura, tradição e animação, com a cherovia, produto típico do concelho, a estar no centro das atenções e das criações gastronómicas. Segundo a organização, a programação foi pensada para diferentes públicos. “A juventude, a comunidade e as famílias terão momentos próprios ao longo do Festival, num programa que combina música, animação, atividades participativas, tradição e cultura local. O sábado será dedicado à celebração das tradições e à festa, enquanto o domingo, dedicado às famílias”, conta.

A gastronomia está, naturalmente, no centro da festa: tasquinhas, showcookings, degustações e o Concurso Gastronómico da Cherovia convidam a provar novas propostas e a descobrir a versatilidade deste produto tão ligado à identidade da região. A organização pretende ainda revitalizar o Centro Histórico, promovendo o comércio local e o património cultural. “Queremos utilizar a dinâmica deste festival para encher de vida, música, artesanato e gastronomia a zona antiga da Covilhã”, explica Nuno Abreu, da Banda da Covilhã, que aponta como meta “ultrapassarmos os 50 mil visitantes nos quatro dias”.

Hoje, quinta-feira, a festa é dedicada à comunidade académica, sexta-feira às tradições, sábado à comunidade e domingo à família. O programa inclui música tradicional, concertos, animação de rua, encontro de escritores covilhanenses, palestras, showcookings e atividades para crianças e famílias. Na componente gastronómica, não faltarão a habitual cherovia frita, os fidalgos e covilhocos, mas também novas propostas desenvolvidas em parceria com o chefe Rui Cerveira, da Casa da Esquila, como queijadas e azevias de cherovia. Outra novidade é uma caixa com uma seleção de doçaria de cherovia, pensada para levar o produto para fora da cidade.

No sábado, dia 19, a Confraria Gastronómica da Cherovia e Panela no Forno realiza o seu sexto capítulo, assinalando igualmente o sétimo aniversário da Confraria.

A edição deste ano conta ainda com uma componente de inclusão, através da participação de lares e da APPACDM, cujos utentes contribuíram para a decoração de algumas das ruas do festival.

Regina Gouveia, vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Covilhã, garante que o festival é um exemplo da conjugação entre tradição e inovação, “um caminho estratégico”, a seguir, que é essencial para manter o evento vivo e atrativo.

Na noite de sábado, os visitantes poderão deixar o carro no Complexo Desportivo da Covilhã e utilizar gratuitamente os autocarros que farão a ligação até às portas do festival, entre as 20 horas e a 1h30.

Uma vez que o festival decorre em ruas da zona antiga, haverá corte de trânsito, a partir das 18 horas, quinta e sexta-feira, sábado e domingo a partir das 12 horas, em ruas como a 1º de Dezembro, 6 de setembro, rua e largo Portas do Sol, largo de Santa Maria, rua Alexandre Herculano, rua Batista Leitão, travessas do Cimo e do Peixe, entre outras. Como alternativa de estacionamento para os moradores, a organização aponta do Calvário, por exemplo. Há um apelo a que moradores decorem as suas portas, garagens ou janelas, “uma iniciativa de louvar”, num evento que “promove o que é nosso” e que visa, “ao mesmo tempo, trazer movimentos de outros tempos a esta zona da cidade”.

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