A Câmara da Covilhã pretende criar uma escola de música com o nome de João Gil, músico covilhanense de renome, que foi, durante anos, parte integrante do projeto que mais fama lhe deu, os Trovante. Ontem, quinta-feira, 1, o projeto foi dado a conhecer, numa sessão que também marcou o arranque das comemorações dos 840 anos de História e dos 156 anos de Elevação a Cidade da Covilhã.
Em comunicado, a autarquia diz ter acabado de “lançar as bases para a futura escola João Gil na Covilhã”, cujo primeiro passo será a realização, imediata, de uma Master Class para músicos, autores e compositores e que vai ser dinamizada pelo próprio músico covilhanense.
Segundo a autarquia, o projeto tem como objetivo “proporcionar a oportunidade aos participantes de uma formação musical, composição e autoria, sendo aberto não só aos covilhanenses mas também para as pessoas da região e de todo o território nacional.”
“Este é mais um passo na afirmação e consolidação da Covilhã como um centro cultural, não só do ponto de vista dos espetáculos que apresenta, mas sobretudo ao nível da produção cultural”, explica o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro. O autarca lembra o dinamismo cultural que a Covilhã já tem, quer pelos agentes culturais quer pelo trabalho que tem feito e reitera que o objetivo é reforçar esse posicionamento, dando oportunidade aos participantes de crescer ao nível das suas competências.
Hélio Fazendeiro destaca ainda que este não é um projeto para competir com escolas de formação artística, mas sim um projeto que vem completar e dar oportunidades. E aponta ainda a importância deste projeto pelo facto de estar a criar no território uma oferta que “normalmente só se encontra nos grandes centros urbanos”, salienta a autarquia em comunicado.
João Gil confessou a emoção e felicidade por ver este projeto a ser desenvolvido na cidade onde estão as suas raízes e de onde, apontou, é como se nunca tivesse saído. “Esta iniciativa é nacional. Está longe de ser só da Covilhã. É aberta a todo o país, mas vai ter o epicentro aqui. A Covilhã vai estar ao leme do que é preciso fazer ao nível nacional: promover riqueza, gerar memória futura e ajudar os jovens e não jovens a encontrarem-se no próprio trabalho”, referiu.
Numa cidade com forte identidade industrial, João Gil assumiu a meta de fazer deste projeto uma “fábrica” de criação cultural.
A Master Class vai funcionar no Teatro Municipal da Covilhã, integrando formação presencial e online, de modo a permitir que os participantes também possam manter as suas atividades profissionais. Pretende-se ainda que, no encerramento da Master Class, seja apresentado um espetáculo final que apresente o trabalho desenvolvido ao longo dos meses. A forma de inscrição, bem como as normas de participação e seleção de candidatos vão ser divulgadas em breve nos canais online do Município