A Câmara da Covilhã vai estudar a hipótese de ser criada uma polícia municipal. A recomendação para que esse estudo se realize foi apresentado na passada semana, na assembleia municipal, pela deputada independente Magna Lourenço, e aprovada por maioria, com 38 votos a favor, 6 votos contra (PCP, 1 PS, DMI) e 4 abstenções (2 CDS-PP e DMI).
O documento lembra que o Município não dispõe atualmente de uma estrutura própria com poderes de fiscalização para assegurar o cumprimento dos regulamentos municipais, nomeadamente em matéria de estacionamento, ocupação do espaço público, resíduos e ruído, dependendo inteiramente da PSP e da GNR, “cuja missão principal é a prevenção e o combate à criminalidade”. E recorda que vários municípios de dimensão semelhante à da Covilhã têm avançado recentemente com a criação da sua própria polícia municipal, como é o caso de Peniche, “que iniciou o processo em 2025 com um orçamento inicial de cerca de 400 mil euros por ano, justificado precisamente pela necessidade de reforçar a fiscalização municipal”. A proposta lembra ainda que têm sido reportadas, em diferentes zonas do concelho, situações recorrentes que exigem intervenção das forças de segurança, “o que evidencia a utilidade de uma presença municipal regular e próxima, capaz de intervir com rapidez em situações do quotidiano e de libertar as forças de segurança para as suas funções prioritárias”.
O documento vinca ainda que a criação de uma polícia municipal “não substitui nem diminui a responsabilidade da PSP e da GNR na prevenção e no combate à criminalidade, devendo o Município continuar a exigir o reforço dos seus meios humanos e materiais no concelho da Covilhã.”