“Será drasticamente diferente. Não quero fazer comparações, mas para toda a dinâmica cultural o teto máximo que temos são 50 mil euros”. O presidente da Câmara de Belmonte, António Luís Beites, anunciou na sexta-feira, 26, durante a reunião do executivo, que a Belmonte Medieval, que decorre este ano entre 14 e 16 de agosto, será realizada com uma verba que é metade da utilizada o ano passado, em que o certame teve um orçamento de 100 mil euros.
“Depois, há um conjunto de questões que têm que ser tratadas, que não são quantificadas diretamente, da criação das condições de todos quantos são os participantes da feira. A autarquia não tem tesouraria para ir além deste montante, sob pena de não honrar os seus compromissos. Temos que ver o tipo de despesa que era executada. Mas não tenho qualquer dúvida de que vamos ter um grande evento. É preciso discutir os orçamentos todos”, assegura o autarca belmontense. O programa da Feira Medieval está, segundo o o presidente da Câmara, “praticamente definido”. “Não tenho dúvidas que será um grande fim-de-semana de promoção de Belmonte” afiança António Luís Beites.
As inscrições para quem queira participar estão abertas até 10 de julho. As normas foram aprovadas por unanimidade na reunião do executivo da passada sexta-feira, 26, e segundo António Luís Beites não diferem muito das que já existiam.
O evento volta a ser realizado numa parceria entre a Câmara e Empresa Municipal, com “o propósito de proporcionar a crianças, jovens, idosos e demais população que visite a vila de Belmonte, uma visão dos tempos de outrora.” A Câmara, em comunicado, diz que o historial do certame, a dimensão alcançada, o prestígio granjeado e o seu impacto social, cultural e económico, fazem da Belmonte Medieval “uma referência a nível nacional em eventos desta natureza, e, consequentemente, um instrumento de promoção turística e cultural do concelho de Belmonte a nível regional e nacional, mediante a divulgação da sua história e do seu património.”
A autarquia recorda o papel das associações e coletividades sediadas no concelho para a valorização e o sucesso da Feira, que já vai na sua 21ª edição, e a participação dos artesãos, mercadores e pequenos produtores, bem como a envolvência da sociedade civil, no processo de realização do evento, “colaborando ativamente para a sua afirmação como um dos acontecimentos de maior impacto no concelho.”
